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Líbia

O Tribunal Penal Internacional pede prisão de Kaddafi por crimes contra a humanidade

por Opera Mundi — publicado 16/05/2011 11h54, última modificação 16/05/2011 11h55
O procurador-geral da Corte, Luis Moreno Ocampo, solicitou hoje a detenção do líder líbio, de seu filho Saif Al Islam e do diretor de inteligência militar do regime, Abdullah Al Senussi

O procurador-geral do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno Ocampo, solicitou nesta segunda-feira (16/05) a detenção do líder líbio, Muamar Kaddafi; de seu filho Saif Al Islam e do diretor de inteligência militar do regime, seu cunhado Abdullah Al Senussi, por acusações de crimes contra a humanidade.

De acordo com Moreno Ocampo, essas pessoas são suspeitas de crimes desde 15 de fevereiro, quando se agravaram os confrontos entre as forças leais a Kaddafi e manifestantes em várias cidades líbias.

Ocampo garantiusegunda-feira que conta com provas que mostram que Kaddafi ordenou "pessoalmente" ataques contra civis e que continua determinando as agressões. Segundo o procurador-geral, "forças do regime líbio atacaram pessoas em suas casas e nas vias públicas, dispararam contra manifestantes, utilizaram armamento pesado contra participantes de funerais e encarregaram franco-atiradores de matar os sobreviventes".

No último dia 3, Moreno Ocampo anunciou a abertura de investigação contra Khadafi e mais sete pessoas ligadas a ele – incluindo três de seus filhos. Segundo o procurador, todos são acusados de crimes contra a humanidade.

A Líbia é alvo de uma série de sanções econômicas, comerciais e financeiras impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Reações
O ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, elogiou nesta segunda-feira a decisão do TPI e destacou que isto envia ao regime da Líbia a mensagem de que os crimes não permanecerão impunes.Em sua declaração, o ministro britânico disse que a situação dos direitos humanos no oeste da Líbia é de "grave preocupação".

"Os responsáveis pelos ataques contra civis devem prestar contas. A comunidade internacional deve apoiar plenamente o TPI para investigar com rigor todas as denúncias", acrescentou.

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