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Síria

Trégua tensa e frágil

por Redação Carta Capital — publicado 13/04/2012 14h49, última modificação 06/06/2015 18h27
Contra muitas expectativas, um cessar-fogo parcial é iniciado
Assad

Assad ainda não cumpriu todos os termos do acordo de paz e, apesar de precária, a trégua sustenta-se no essencial. Foto: ©AFP / Louai Beshara

Às 6 da manhã da quinta-feira 12 de março, por fim uma espécie de cessar-fogo passou a vigorar na Síria. O regime de Bashar al-Assad intensificou a ofensiva nos dias anteriores, chegando a atacar um acampamento de refugiados em território turco, mas cessou as hostilidades, “enquanto suas forças não forem atacadas” no prazo prometido ao negociador da ONU e Liga Árabe, Kofi Annan. Segundo este, Assad ainda não cumpriu todos os termos do acordo de paz: as tropas, tanques e armas pesadas que deviam ter sido retirados desde a terça 10 continuam a ser vistos nas ruas das cidades e atiradores a postos nos telhados.

Até quinta-feira 12, a trégua, apesar de precária, sustentava-se no essencial. Algumas lojas abriram e cidadãos arriscaram alguns passos para fora de casa em ruas que até a véspera eram alvos de bombardeios intensos. Mas rebeldes alegaram que 15 pessoas foram mortas por forças sírias ao longo do dia, em Hama, Idlib e Damasco (ante 100 no dia 10) e o governo de Assad acusa os rebeldes de oito violações do cessar-fogo durante o dia, incluindo o assassinato de um oficial e uma bomba contra um ônibus militar que deixou 24 feridos.

A sexta-feira 13, dia de protestos, testará a disposição do governo de honrar um cessar-fogo que permite a organização de grandes manifestações de oposição. Se correr bem, a ONU enviará observadores e será possível alimentar a esperança de uma solução pacífica.

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