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Transferência para Beirute é temporária, diz Itamaraty

por Agência Brasil publicado 20/07/2012 12h41, última modificação 06/06/2015 18h19
Segundo o governo, retirada de funcionários da embaixada na Síria não significa rompimento de relações

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

 

Brasília - O Ministério das Relações Exteriores informou nesta sexta-feira 20, por meio de nota, que a transferência dos funcionários da Embaixada do Brasil em Damasco, na capital síria, para Beirute, no Líbano – país vizinho – é temporária. A medida não implica o fechamento da representação brasileira em Damasco, que continuará a prestar apoio aos cidadãos brasileiros na Síria, ao contrário das primeiras informações que chegaram ao Brasil.

Os funcionários já estão no Líbano desde a manhã de hoje. Porém, Salim Joseph Sayegh permanecerá em Damasco como contato com o Consulado Geral em Beirute e com a Embaixada do Brasil em Amã, na Jordânia. O apoio consular na capital síria poderá ser obtido pelos números (963-11) 612-4551/4552/4557.

A medida foi definida na quarta-feira (18) em reuniões em Brasília, coordenadas pelo Palácio do Planalto em parceria com os ministérios das Relações Exteriores, Itamaraty, e da Defesa. O governo brasileiro aguardou o alerta do embaixador do Brasil em Damasco, Edgard Casciano, para determinar o fechamento temporário da representação na capital síria, a retirada dos funcionários e o atendimento das demandas em Beirute, no Líbano.

Os conflitos entre os rebeldes sírios contrários ao governo do presidente Bashar Al Assad e as forças de segurança do país têm se agravado nos últimos dias. Em um único dia mais de 300 pessoas morreram, incluindo o chefe da Segurança Nacional, Hicham Ikhtiar. Os ministros da Defesa, Daoud Rajha, e do Interior, Assef Shawkat, cunhado do presidente sírio, Bashar Al Assad, também morreram. Os três morreram quando um homem-bomba provocou uma explosão no centro de Damasco.

De acordo com a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos, mais de 16 mil pessoas morreram nos conflitos, que já duram mais de um ano e meio.

 

*Matéria originalmente publicada em Agência Brasil

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