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Eleições francesas

Territórios extracontinentais começam a escolher novo presidente

por Redação Carta Capital — publicado 21/04/2012 13h35, última modificação 21/04/2012 16h43
Eleitores já podem participar do pleito nas ilhas de São Pedro e Miquelon, além de cidadãos franceses no Brasil, Uruguai e Argentina
frança

©AFP / Antonio Scorza

O primeiro turno das eleições presidenciais da França começou neste sábado 21 com a abertura da votação nos territórios extracontinentais. Cerca de 5 mil eleitores já podem participar do pleito nas ilhas de São Pedro e Miquelon, na costa atlântica canadense. E, ao longo do dia, também serão abertas as urnas de outros territórios como o Arquipélago de Guadalupe e a Ilha de Martinica.

Os franceses que vivem no Brasil, Uruguai e Argentina também já podem escolher o novo líder do país europeu.

No Rio de Janeiro, a votação ocorre em uma central instalada no Consulado da França. "É a primeira vez que os franceses no exterior não votarão no mesmo dia. Toda a América e as Antilhas vão votar neste sábado entre 8h e 18h", disse um diplomata francês à agência de notícias AFP.

No total, estão aptos a votar nos territórios extracontinentais cerca de 900 mil dos 44,5 milhões de franceses. Cerca de 15 mil deles estão inscritos no Brasil - 38% a mais que em 2007 -, embora a maior quantidade se concentre em São Paulo e Rio de Janeiro, com 5.459 e 5.174 eleitores, respectivamente, segundo dados da embaixada francesa.

   

Cerca de 2,2 milhões de franceses vivem fora do país, e pouco mais da metade - 1,15 milhão - estão inscritos nos consulados.

No domingo 22, os franceses que vivem no país vão às urnas escolher entre os dez candidatos na disputa. O atual presidente, Nicolas Sarkozy, e o favorito nas pesquisas, François Hollande, devem passar para o segundo turno em 6 de maio.

Ao longo da campanha, os temas que dominaram os debates foram o emprego, a crise econômica na França e na Europa, a segurança e a imigração.

O desemprego em França está próximo dos 10% e as estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) não preveem a diminuição da taxa nos próximos dois anos. O problema ocupa o topo das preocupações dos franceses.

Enquanto Hollande prometeu criar 150 mil empregos até 2017, Sarkozy não falou em números. O presidente disse apenas que, uma vez reeleito, aumentaria os salários de 7 milhões de franceses, entre aqueles que têm rendimentos mais baixos. Anunciou também que para se beneficiarem de subsídios de desemprego, os franceses teriam que frequentar algum tipo de curso de formação profissional.

Com informações Agência Brasil e AFP.

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