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Terremotos matam 227 pessoas

por AFP — publicado 12/08/2012 10h42, última modificação 12/08/2012 10h43
Equipes encerraram as buscas nas áreas devastadas por dois tremores de 6 e 6,2 graus que deixaram 1.380 feridos
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©AFP/ISNA / Farshid Tighehsaz Equipes de resgate retiram mulher dos escombros no vilarejo de Sourmah, perto da cidade de Varzeghan

VARZEGHAN (AFP) - As equipes de resgate iranianas encerraram neste domingo 12 as operações de resgate nas áreas devastadas pelos dois terremotos de sábado, que deixaram pelo menos 227 mortos e 1.380 feridos no noroeste do país, segundo um balanço revisado.

"Infelizmente, temos 227 mortos e 1.380 feridos", declarou o ministro do Interior, Mostapha Najar, ao canal estatal. "Os feridos estão sendo transferidos para os hospitais de Tabriz e da região", completou.

Algumas horas antes, as autoridades iranianas haviam divulgado um balanço de 250 mortos e 2 mil feridos.

"As operações de resgate terminaram. Não há ninguém entre os escombros", afirmou Hasan Ghadami, diretor da célula de crise do ministério do Interior.

Os terremotos de sábado 11 aconteceram com apenas 10 minutos de intervalo na região de Varzeghan, a 60 km de Tabriz, noroeste do Irã.

O primeiro tremor, de 6,2 graus e com epicentro em Ahar, aconteceu às 16h53 (9h23 de Brasília). O segundo ocorreu pouco depois em Varzeghan, às 17h04 (9h34 de Brasília), com 6 graus de intensidade. De acordo com o Centro Geológico dos Estados Unidos, os tremores tiveram intensidade de 6,3 e 6,4. Ambos tiveram epicentros a 10 quilômetros de profundidade.

Desde então, mais de 80 tremores secundários foram registrados na região, que tem mais de 16 mil desabrigados.

A área da catástrofe tem uma população de 128,5 mil pessoas, a grande maioria vivendo em pouco mais de 530 vilarejos. Em Bajeh-Bakh, com pouco mais de 400 habitantes, 33 pessoas morreram, a maioria crianças e mulheres. Os moradores procuravam sobreviventes em meio ao desespero.

No vilarejo de Mirza Ali Ghandi, Zeynab, uma adolescente de 13 anos conta que perdeu a irmã mais velha de 16 anos e o irmão de 8 anos.

O ministro do Interior, Mohamad Najar, visitou a área devastada neste domingo com a ministra da Saúde e o diretor do Crescente Vermelho por ordem do presidente Mahmud Ahmadinejad "para avaliar a situação e organizar as operações", segundo a agência Mehr.

As equipes de resgate e o Crescente Vermelho distribuíram barracas, cobertores, roupas, alimentos e água aos afetados.

A maioria dos homens trabalhava no campo no momento da catástrofe, mas as mulheres e crianças estavam dentro de casa e foram as grandes vítimas da tragédia.

Em Tabriz, uma cidade de 1,5 milhão de habitantes, os danos foram apenas materiais, de acordo com as autoridades.

O Irã está situado sobre falhas geológicas importantes e sofreu terremotos devastadores ao longo de sua história. O mais importante dos últimos anos, em dezembro de 2003, matou 31 mil pessoas em Bam (sul), 25% da população da cidade.

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