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Terremoto deixa ao menos 67 mortos

por AFP — publicado 07/09/2012 13h34, última modificação 07/09/2012 17h36
Cerca de 550 pessoas ficaram feridas no tremor de 5,7 graus nas provincias de Yunnan e Guizhou

Atualizado às 17h38 de sexta-feira 7

PEQUIM (AFP) - Um terremoto de magnitude 5,6 atingiu nesta sexta-feira 7 o sudoeste da China e deixou ao menos 67 mortos, além de muitos feridos e destruição.

O terremoto, que afetou milhares de edifícios, aconteceu no fim da manhã, momento em que os escritórios estavam cheios e as casas se preparavam para o almoço.

Seu epicentro foi localizado na fronteira entre as províncias de Yunnan e Guizhou, segundo a Agência Sismológica da China, que avaliou o tremor em 5,7 graus de magnitude, contra 5,6 pelo Institudo Americano de Geofísica (USGS).

Ao menos 64 pessoas morreram, segundo um levantamento provisório divulgado pela agência estatal Nova China. As autoridades estão enviando barracas e abrigos para a região. O primeiro-ministro Wen Jiabao também viajou para o local.

A catástrofe deixou ao menos 556 feridos, de acordo com o governo de Yiliang. Já as autoridades de Zhaotong, uma cidade de Yunnan muito próxima da fronteira com a província de Guizhou, indicou 150 feridos.

As autoridades informaram ainda que 100 mil pessoas estão desabrigadas e que ao menos 20 mil habitações foram afetadas.

O terremoto, que aconteceu às 11h (0h no horário de Brasília), foi seguido por uma série de tremores que semearam o pânico em algumas cidades, o que levou muitos habitantes a deixarem suas casas e escritórios.

"Estava andando na rua quando de repente senti a terra tremer sob os meus pés. As pessoas começaram a sair para a rua gritando. Quando penso ainda sinto calafrios", contou um habitante no microblog Sina Weibo, o equivalente chinês do Twitter.

Um outro internauta escreveu que quase não conseguiu controlar o seu carro no momento do tremor.

Imagens exibidas pela televisão mostraram centenas de pessoas reunidas nas calçadas da cidade de Yiliang (Yunnan), recusando-se a voltarem aos edifícios.

Em outras fotografias postadas na internet, é possível ver ruas cobertas de tijolos, telhas e outros detritos que caíram dos prédios ao redor. Feridos cobertos com bandagens lotavam a entrada de um hospital local.

Muitas paredes ficaram rachadas e enormes blocos de concreto caíram em uma estrada, onde ainda há uma densa nuvem de poeira levantada pelos tremores.

Os edifícios construídos nas regiões rurais da China são muitas vezes construídos com materiais de baixa qualidade e as normas antisismicas raramente são cumpridas.

Foi no distrito de Yiliang o maior número de vítimas fatais, de acordo com a Nova China. A agência de notícias oficial estimou que cerca de 700 mil pessoas foram diretamente afetadas pelo terremoto.

A região relativamente pouco desenvolvida de Yiliang, com mais de meio milhão de habitantes, possui uma alta proporção de minorias étnicas, incluindo os Miao e Hui.

O tremor foi fortemente sentido na província vizinha de Sichuan, atingida em maio de 2008 por um tremor de terra poderosao que fez cerca de 70 mil mortos e 18 mil desaparecidos.

"O terremoto foi sentido em Yiliang e nas três regiões de Jiaokui, Qiaoshan Luozehe", indicou o governo local de Yiliang. "O tráfego foi interrompido em algumas áreas e as comunicações foram afetadas", acrescentou.

Huang Pugang, do instituto geológico da província de Yunnan, indicou à Nova China que o número de mortos pode aumentar por causa da densidade populacional da região, que conta com 205 habitantes por km².

A China é um país familiarizado com terremotos, embora sua população seja muito menos consciente do risco sísmico como no Japão.

O país foi cenário de um dos piores terremotos da história, na região de Tangshan (nordeste) em 1976. Segundo dados oficiais, os resultados deste terremoto foi de 242 mil mortos, mas outras fontes, totalizamo três vezes mais.

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