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Colômbia

Os arquivos do computador de Raúl Reyes não têm validade jurídica

por Opera Mundi — publicado 19/05/2011 13h38, última modificação 19/05/2011 15h24
A Suprema Corte do país considerou que o material, utilizado em vários processos contra políticos do país, foram obtidos ilegalmente por militares sem função de polícia judicial. Do Opera Mundi

A Suprema Corte da Colômbia determinou nesta quinta-feira (19/05) que o conteúdo dos arquivos encontrados no computador de um dos chefes das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) "Raúl Reyes" não tem validade dentro dos processos judiciais do país, pois foi obtido de forma ilegal.

A corte considerou que o material, que posteriormente foi utilizado em vários processos contra políticos do país, entre eles o da ex-senadora Piedad Córboba, foram coletados por militares que não tinham função de polícia judicial.

Luis Édgar Devia, codinome "Raúl Reyes", considerado o número dois das FARC, foi morto em março de 2008 durante uma operação militar colombiana em território equatoriano. A ação -- comandada pelo então ministro da Defesa, Juan Manuel Santos -- provocou a ruptura das relações diplomáticas entre Colômbia e Equador.

No ano passado, a Procuradoria Geral da República destituiu Córdoba de seu cargo como senadora, além de inabilitá-la para cargos públicos por 18 anos, por supostos vínculos com as FARC. Neste processo, a Procuraduria levou em conta o material extraído dos computadores de "Reyes".

E na semana passada, um relatório do Instituto de Estudos Estratégicos (IISS), com sede em Londres -- "Dossiê das FARC: os arquivos secretos de Venezuela, Equador e Raúl Reyes" --, sugeriu que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e do Equador, Rafael Correa, deram apoio às FARC. O estudo foi baseado nos arquivos do número 2 da organização colombiana. Tanto Caracas quanto Quito negaram as acusações.

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