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Suíça ordena congelamento de bens de autoridades ucranianas

por Redação — publicado 28/02/2014 17h38
Viktor Yanukovytch, cuja fortuna é estimada em 500 milhões de dólares, reapareceu nesta sexta-feira 28 na Rússia
ANDREY KRONBERG / AFP
ucrânia

Viktor Yanukovych na cidade de Rostov-on-Don, sul da Rússia

O governo suíço ordenou nesta sexta-feira 28 o congelamento dos bens de 20 autoridades ucranianas, entre elas o presidente destituído Viktor Yanukovytch, seu filho Alexander e vários ministros do governo anterior.

Yanukovytch, cuja fortuna é estimada em mais de 500 milhões de dólares, possui em Genebra a empresa Mako Trading, especializada na venda de carvão ucraniano.

Nesta sexta-feira, ele reapareceu nesta sexta-feira em público na Rússia, afirmando que não foi derrubado e prometendo continuar lutando pelo futuro da Ucrânia. Procurado na Ucrânia por "assassinatos em massa" após a morte de mais de 80 pessoas em Kiev na semana passada, Yanukovytch apareceu em coletiva de imprensa na cidade de Rostov-on-Don, sul da Rússia. Foi sua primeira aparição desde a sua destituição pelo Parlamanto ucraniano, em 22 de fevereiro.

Segundo o ex-presidente ucraniano, ele se viu obrigado a sair da Ucrânia porque recebeu ameaças que colocavam sua vida em perigo. "Eu decidi deixar Kiev por Kharkiv", disse sobre a segunda maior cidade da Ucrânia, no leste do país. "No caminho, meu carro foi alvo de disparos de armas automáticas. O veículo que me acompanhava foi atingido em quase todos os lados", afirmou.

Yanukovytch disse também acreditar que o poder agora está nas mãos de jovens nacionalistas e neofascistas na Ucrânia. E afirmou que a violência e as vítimas na Ucrânia são "resultado da política irresponsável do Ocidente” em relação ao país.

Mais cedo, o novo governo ucraniano pediu à Rússia a extradição de Yanukovytch.

Tensões na Crimeia. A reaparição de Yanukovytch acontece em um contexto de fortes tensões entre Moscou e o novo poder em Kiev.

As autoridades ucranianas de transição falaram de uma "invasão armada e de ocupação" sobre os últimos acontecimentos na Crimeia, uma República Autônoma da Ucrânia, onde a maior parte dos 2 milhões de habitantes fala russo.

A Crimeia está se convertendo no principal foco de resistência às novas autoridades. A península pertencia à Rússia, que a cedeu à Ucrânia em 1954, quando as duas repúblicas formavam parte da União Soviética.

A Lituânia, que detém a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU, pedirá ao organismo uma resposta à crise na Crimeia, anunciou seu chefe da diplomacia, Linas Linkevicius. Ele reconheceu, no entanto, que pode encontrar dificuldades na medida em que necessita da aprovação dos membros permanentes do Conselho de Segurança, que dispõem do direito a veto, incluindo a Rússia.

*Com informações da AFP