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Strauss-Kahn enfrenta processos judiciais nos EUA e França

por Redação Carta Capital — publicado 26/03/2012 18h17, última modificação 26/03/2012 18h17
Ex-diretor-gerente do FMI enfrenta audiências nos dois países nesta semana, uma ação civil por suposto assédio sexual à camareira em Nova York e outra por participação em atos de proxenetismo em Lille
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Foto tirada no dia 09 de outubro de 2011 em Sarcelles do ex-diretor-gerente do FMI Dominique Strauss-Kahn. Foto: Miguel Medina/AFP

Da AFP

LILLE, França (AFP) - O ex-diretor-gerente do FMI Dominique Strauss-Kahn enfrentará na quarta-feira 28 duas frentes judiciais, uma num tribunal penal da França, por suspeita de "cumplicidade com lenocínio", e outra nos Estados Unidos - um processo civil conhecido como o caso Diallo, nome da camareira que o acusou de agressão sexual.

Ao final de dois dias de detenção para uma investigação em Lille, há pouco mais de um mês, DSK foi convocado para responder na justiça por "participação em atos de proxenetismo agravados com formação de quadrilha" e "ocultamento de abuso de bens sociais", acusações passíveis a 20 e a cinco anos de prisão, respectivamente.

Em Nova York, um tribunal do Bronx realizará a primeira audiência do processo civil após a queixa apresentada pela camareira Nafissatou Diallo. Na justiça penal norte-americana, as acusações foram retiradas.

Os advogados de DSK pediram a arquivação da demanda civil sob o argumento de que seu cliente gozava, naquele momento, de imunidade judicial, na qualidade de diretor do FMI.

As partes envoldidas no processo não são obrigadas a assistir à audiência.

"Darei aos advogados (de ambas as partes) a oportunidade de defender seus argumentos e farei perguntas. Anunciarei minha decisão nas semanas seguintes. Será uma sentença por escrito", explicou o juiz do caso, Douglas McKeon.

Caso a justiça chegue à conclusão de que o francês não pode ser processado, "será o fim do caso", acrescentou. Por outro lado, se aceitar os argumentos dos advogados de Diallo, segundo os quais DSK não possuía imunidade diplomática, terá início o processo.

Em Lille, os magistrados que instruem o caso de proxenetismo, ou Carlton, tentam determinar se DSK sabia que as participantes de festas libertinas frequentadas por ele eram prostitutas. Algumas delas declararam que ele não podia ignorar isso.

DSK disse aos investigadores não imaginar que as jovens fossem prostitutas, pois algumas delas "foram apresentadas a ele por funcionários da polícia", segundo as fontes.

A advogada Fréderique Baulieu afirmou que seu cliente está "satisfeito por ter prestado depoimento de forma serena" e que "explicou totalmente os fatos sobre os quais foi ouvido" durante a detenção.

A investigação revelou que várias viagens de envolvidos no caso, acompanhadas por prostitutas, foram organizadas e financiadas por dois empresários da região de Lille, Fabrice Paszkowski e David Roquet.

A última dessas viagens teve Washington como destino e durou de 11 a 13 de maio, véspera da detenção de Strauss-Kahn em Nova York.

Os dois empresários fazem parte dos oito acusados no processo, segundo o qual os dirigentes do hotel Carlton de Lille colocavam seus clientes em contato com prostitutas durante suas estadas no estabelecimento.

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