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Strauss-Kahn deve ser processado por tentativa de estupro na França

por Redação Carta Capital — publicado 04/07/2011 13h36, última modificação 04/07/2011 13h40
Jornalista Tristane Banon anunciou que vai abrir uma ação, na terça-feira 5, contra o ex-diretor-geral do FMI por tentativa de estupro durante uma entrevista em 2002

Poucos dias depois de ser libertado da prisão domiciliar em Nova York, na qual era mantido sob a acusação de ter estuprado uma cameira em um hotel, Dominique Strauss-Kahn deve enfrentar um novo processo por sua conduta sexual. A jornalista francesa Tristane Banon afirmou que vai entrar com uma ação, na terça-feira 5, em Paris, contra o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ela alega ter sofrido uma tentativa de estupro durante uma entrevista em 2002, quando Strauss-Kahn teria aberto seu sutiã e tentado desabotoar sua calça.

Strauss-Kahn ainda aguarda o julgamento nos EUA, mas a acusação perdeu força nos últimos dias após os promotores afirmarem que a camareira mentiu em seus depoimentos e que há indícios de sua ligação com atividades criminosas.

Banon havia decidido não processar o ex-diretor-gerente do FMI antes da conclusão do julgamento nos EUA. Porém, com a reviravolta no caso, preferiu rever sua posição. A jornalista, que revelou a suposta tentativa de estupro após a prisão de Strauss-Kahn, disse que não o denunciou na época porque sua mãe era conselheira regional no Partido Socialista, o mesmo do ex-ministro francês.

No domingo 3, uma pesquisa de opinião mostrou que 49% dos franceses queriam o retorno de Strauss-Kahn à política. Na segunda-feira 4, outro levantamento apontou que 51% da população acreditava na possibilidade de um futuro político para o ex-diretor-gerente do FMI, contra 42% que achavam que o episódio nos EUA sepultara sua carreira pública.

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