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Premiê Sócrates pede demissão e defende eleições

por Visão, de Portugal — publicado 24/03/2011 10h50, última modificação 24/03/2011 16h48
Como se esperava o Programa de Estabilidade e Crescimento apresentado pelo Governo foi chumbado por toda a oposição. Da revista portuguesa Visão

"O Presidente da República recebeu hoje, em audiência, o primeiro-ministro, o qual lhe apresentou o seu pedido de demissão", lê-se num comunicado da Presidência da República.

Os projetos de resolução de rejeição ao novo Programa de Estabilidade e Crescimento, o chamado PEC 4, apresentados pelo PSD, CDS-PP, BE e PCP foram todos aprovados pelos partidos da oposição. Perante isto, o Primeiro Ministro aproveitou o encontro semanal com o Presidente da República desta noite para apresentar a sua demissão.

"Crise política só pode ser resolvida pela decisão soberana dos portugueses" O primeiro-ministro afirmou hoje que a crise política só se resolve com eleições, às quais assegurou que irá concorrer, e frisou que, apesar da sua demissão, Portugal não ficará sem Governo.

José Sócrates falava em São Bento, numa declaração ao país, que durou cerca de oito minutos, sem direito a perguntas, na qual procurou explicar as razões que o levaram a apresentar ao Presidente da República, Cavaco Silva, o seu pedido de demissão do cargo de primeiro-ministro.

O primeiro-ministro lamentou hoje que, nos últimos dias, tenha sido "o único" a apelar ao sentido de responsabilidade para que se evitasse uma crise política e que nenhuma força da oposição tivesse respondido a esse apelo.

"Ao longo destes dias fiz inúmeros apelos à responsabilidade e pedi a todos que pensassem no que iam fazer. Lamento que tenha sido o único a fazer esse apelo e lamento ainda mais que nenhuma outra força política tenha respondido a esse apelo", declarou José Sócrates na sua comunicação ao país.

De acordo com a versão dos acontecimentos apresentada pelo primeiro-ministro, após ter apresentado a sua demissão ao Presidente da República, "até ao último minuto", da sua parte, houve "total disponibilidade para dialogar com todos e para negociar os ajustamentos necessários para um consenso que salvaguardasse o interesse nacional".

*Matéria publicada originalmente em Visão

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