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Sobrinho de Arafat acusa Israel de ter 'envenenado' seu tio com polônio

por AFP — publicado 12/07/2012 11h13, última modificação 06/06/2015 18h18
Nasser al-Qidwa diz que ex-presidente palestino foi envenenado por Israel e pede que "os responsáveis por este assassinato sejam julgados"

RAMALLAH (AFP) - Nasser al-Qidwa, sobrinho do ex-presidente palestino Yasser Arafat, morto em 2004, acusou  Israel de ter "envenenado" seu tio com polônio e exigiu que "os responsáveis por este assassinato sejam julgados".

"Nós acusamos Israel de ter envenenado Yasser Arafat com esta substância mortal e exigimos que os responsáveis por este assassinato sejam julgados", disse al-Qidwa nesta quinta-feira à AFP. O sobrinho de Arafat é presidente da Fundação Yasser Arafat.

O Institute for Radiation Physics de Lausanne (Suíça), que analisou amostras biológicas retiradas dos objetos pessoais de Arafat entregues a sua viúva pelo hospital militar francês de Percy, onde o líder palestino faleceu no dia 11 de novembro de 2004, descobriu ali "uma quantidade anormal de polônio", segundo um documentário transmitido no dia 3 de julho pela rede de televisão Al-Jazeera.

"A fundação Arafat entrou em contato com o laboratório suíço para informar que não tinha objeções à análise de amostras do cadáver do falecido presidente palestino Yasser Arafat se fosse necessário", acrescentou Qidwa.

"Desde o martírio do falecido presidente Yasser Arafat, dissemos que havia sido assassinado por envenenamento, mas não tínhamos nenhuma prova tangível. Mas, depois do documentário da Al-Jazeera afirmando seu envenenamento com polônio, já não resta dúvida", acrescentou.

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