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Chegou a sua vez, doutor'

Após Kaddafi, sírios intensificam ações

por Redação Carta Capital — publicado 22/10/2011 07h10, última modificação 22/10/2011 18h01
Forças de segurança sírias mataram ao menos 19 civis durante manifestações contra o ditador Bashar al-Assad

DAMASCO (AFP) – Animados com a morte de Muamar Kaddafi, que colocou fim a 42 anos de ditadura da síria, manifestantes sírios intensificaram os protestos, na sexta-feira 21, pedindo a saída do também ditador Bashar al-Assad do poder. As forças de segurança do governo reagiram e, de acordo com AFP, mataram pelo menos 19 civis.

Apesar das baixas, os Comitês Locais de Coordenação (LCC), que organizam dentro da Síria os movimentos anti-Assad, comemoraram a morte do líder líbio deposto como uma "grande vitória da terceira revolução árabe, que envia sinais determinantes aos tiranos da região".

Este é "um novo sinal do fracasso das iniciativas de segurança e militares frente à vontade dos povos que exigem a liberdade, a justiça e a igualdade", acrescentaram.

O movimento geral da revolução síria, que reúne vários grupos de oposição, revelou "similaridades entre as revoluções líbia e síria, que combatem a opressão e os assassinatos, a tirania, corrupção..."

Como ocorre em todas as sextas-feiras, milhares de sírios se manifestaram em diferentes pontos do país para pedir a queda do governo Assad e foram duramente reprimidos. Quinze civis morreram em Homs, um dos principais focos da revolta, dois deles atingidos por tiros disparados de um posto de controle militar, dois por um franco-atirador e seis durante ações realizadas pelas forças de segurança, segundo o OSDH.

Outros dois civis morreram em Hama (centro); um ao ser baleado por um franco-atirador e o segundo durante a dispersão de um protesto, segundo a mesma fonte, que também indicou a morte de um idoso atropelado por um veículo militar.

No sul, outro civil morreu na região de Deraa, quando as forças de segurança dispararam contra um cortejo fúnebre que era realizado em Jasem. No noroeste, o Exército dispersou uma marcha e uma pessoa foi morta, indicou o OSDH.

Tanto o OSDH como outras organizações humanitárias indicaram novas grandes manifestações em diferentes cidades do país contra o regime de Damasco, algo que vem se repetindo toda sexta-feira.

O movimento de oposição na Síria convocou novamente uma manifestação na sexta-feira por meio de sua página no Facebook contra o regime do presidente Assad e para homenagear a luta do povo líbio, no dia seguinte à morte do líder líbio Muamar Kaddafi.

"Chegou a sua vez, Doutor", escreveram alguns opositores no Facebook em referência a Assad.

Segundo a ONU, mais de 3.000 pessoas, em sua maioria civis, foram mortas desde o início da revolta na Síria, no dia 15 de março.

Com informações da AFP

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