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Síria ameaça usar armas químicas

por AFP — publicado 23/07/2012 08h49, última modificação 06/06/2015 18h25
Em caso de “agressão estrangeira”, regime de Al-Assad recorrerá a armas não convencionais
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Bashar al-Assad em entrevista no dia 3 de julho de 2012 ©AFP

DAMASCO (AFP) - A Síria só utilizará armas químicas e não convencionais em caso de "agressão estrangeira", advertiu nesta segunda-feira o porta-voz do ministério das Relações Exteriores.

"Não serão utilizadas armas químicas ou não convencionais contra nossos próprios cidadãos (...); estas armas só serão utilizadas em caso de agressão estrangeira", disse Jihad Makdessi em uma coletiva de imprensa em Damasco.

"Jamais, jamais serão utilizadas contra nossos cidadãos, seja qual for a evolução da crise", acrescentou.

"Estas armas estão armazenadas em um lugar seguro sob a supervisão das forças armadas e só serão utilizadas caso a Síria no caso de uma agressão estrangeira", disse o porta-voz.

"Os generais decidirão quando e como estas armas serão utilizadas", acrescentou.

Os Estados Unidos advertiram Damasco que consideram o regime de Bashar al-Assad responsável por manter em segurança suas armas químicas.

União Europeia

Por sua vez, a União Europeia (UE) decidiu nesta segunda-feira reforçar suas sanções contra o poder na Síria e o controle do embargo à venda de armas para acentuar a pressão contra o regime de Bashar al-Assad, anunciou à AFP uma fonte diplomática.

No início de uma reunião de ministros das Relações Exteriores da UE em Bruxelas foi alcançado um acordo para acrescentar 26 pessoas e três novas entidades à lista negra da UE e para fortalecer o embargo sobre as armas mediante controles reforçados, segundo a fonte.

O acordo ainda deve ser oficialmente ratificado pelos ministros.

"Vamos proibir a companhia aérea síria de aterrissar na Europa e vamos inscrever outras pessoas na lista de sanções", indicou o ministro das Relações Exteriores de Luxemburgo, Jean Asselborn.

"O que ocorre na Síria é terrível", afirmou a representante da diplomacia da UE, Catherine Ashton. "A UE deve continuar com suas sanções, que são uma parte importante da pressão", explicou.

Jean Asselborn, por sua vez, declarou-se contrário a entregar armas à oposição. "Sou contra isto, já que vai prolongar o conflito", declarou.

"Uma intervenção militar (estrangeira) não é possível porque daria vantagem a Bashar al-Assad, que pode atacar, mas espero que isto não dure muito tempo", prosseguiu o chefe da diplomacia de Luxemburgo.

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