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Síria: Liga Árabe pede fim 'imediato' da violência

por Agência Brasil publicado 07/08/2011 21h06, última modificação 08/08/2011 10h52
O apelo é feito no dia em que duas organizações sírias de direitos humanos revelam que as forças governamentais mataram pelo menos 52 pessoas

Pela primeira vez depois do início da manifestação popular reprimida pelo regime de Bachar Al Assad, a Liga Árabe apelou neste domingo 7 às autoridades sírias para que cessem imediatamente com a violência. As informações são da Agência Lusa.

O secretário-geral da Liga, Nabil Al Arabi, "apela às autoridades sírias para colocarem imediatamente fim a todos os atos de violência contra os civis”, segundo comunicado oficial citado pela AFP, agência de notícias da França.

O apelo é feito no dia em que duas organizações sírias de direitos humanos revelam que as forças governamentais mataram pelo menos 52 pessoas em Deir El Zour e Houleh.

No comunicado oficial, o secretário-geral da Liga Árabe destaca a "crescente preocupação" após a "deterioração da segurança na Síria, devido à intensificação da violência e das operações militares em diversas regiões da Síria."

Depois do início dos confrontos, em março, Nabil Al Arabi reuniu-se com Bachar Al Assad em julho, tendo declarado à imprensa que “ninguém tem o direito de retirar a legitimidade a um dirigente, pois é o povo que decide”.

Hoje, Al Arabi voltou a explicar que a Liga Árabe recusa ingerências estrangeiras nos assuntos internos dos países árabes.

O secretário-geral da Liga Árabe considerou que “ainda é possível realizar as reformas anunciadas pelo presidente Bachar Al Assad para responder às ambições do povo sírio e às suas reivindicações legítimas de liberdade, de mudança e de realização de reformas políticas”.

Assim, apelou “ao governo e às forças nacionais sírias a fazerem o que for preciso para preparar o terreno para o início sério de um diálogo nacional global”, acrescentando que a Liga Árabe está disponível para ajudar.

O diálogo é “a única solução que garante a passagem pacífica a um período de estabilidade, que permita a aplicação de um programa de reformas políticas, num clima estável, e que dê aos sírios a liberdade de expressão das suas escolhas e das suas ambições”, afirmou.

Nabil Al Arabi apelou ainda ao governo sírio para formar “uma equipe judiciária imparcial para investigar os atos de violência e as violações dos direitos humanos na Síria”, como forma de evitar “o caos” no país.

*Matéria publicada originalmente na Agência Brasil

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