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Internacional

Tragédia na Noruega

'Sim, eu faria de novo', diz autor do massacre

por AFP — publicado 17/04/2012 10h54, última modificação 17/04/2012 10h54
Breivik disse aos juízes, no segundo dia de julgamento, que repetiria o ataque que vitimou 77 pessoas em Oslo e Uttoya
Breivik

"Matar 70 pessoas pode impedir uma guerra civil", disse Breivik. Foto: ©AFP / Odd Andersen

OSLO (AFP) - Anders Behring Breivik declarou nesta terça-feira 17 aos juízes, no segundo dia de julgamento, que voltaria a cometer o massacre de 22 de julho de 2011, no qual matou 77 pessoas em Oslo e na cidade de Uttoya.

"Sim, eu faria de novo", afirmou no segundo dia do julgamento, antes de acrescentar que os adolescentes assassinados na ilha de Utoya que integravam a Juventude Trabalhista não eram "crianças inocentes".

Também disse que passar o resto da vida na prisão ou morrer por seu povo representa "a maior honra".

"Os jovens do Partido Trabalhista são ingênuos doutrinados, não eram crianças inocentes e sim militantes políticos", afirmou Breivik, que matou 69 pessoas em Uttoya, em sua maioria adolescentes que estavam em um acampamento de verão do partido.

"Matar 70 pessoas pode impedir uma guerra civil", disse Breivik.

"As pessoas que me chamam de diabólico confundem ser diabólico com ser violento".

Breivik explicou que a diferença está na intenção: um certo tipo de violência pode servir, segundo ele, para impedir outra violência ainda maior.

"Quando a revolução pacífica é impossível, a única opção é a revolução violenta", completou Breivik, que sempre mencionou a palavra "nós" ao falar de sua causa, dando a entender que representa um movimento mais amplo.

Pouco antes, o tribunal de Oslo rejeitou um dos cinco jurados convocados para o processo contra Anders Behring Breivik, depois que as opiniões divulgadas por ele no ano passado provocaram dúvidas sobre sua imparcialidade.

Pouco depois dos ataques de julho do ano passado, Thomas Indreboe - um recepcionista que foi designado jurado pela sociedade civil de acordo com um mecanismo da justiça popular em vigor na Noruega - escreveu na internet: "A pena de morte é a única solução justa neste caso".

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