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Senador americano vê fotos de Bin Laden e comprova sua identidade

por Agência Brasil publicado 12/05/2011 09h28, última modificação 12/05/2011 09h30
O senador James Inhofe foi o primeiro a ver as 15 fotografias feitas durante a operação militar americana que matou Bin Laden, no dia 1º. Inhofe descreveu as imagens como "pavorosas"

Brasília - O senador James Inhofe, do Partido Republicano dos Estados Unidos, foi o primeiro a ver as fotografias oficiais do corpo do líder e fundador da rede Al Qaeda, Osama Bin Laden. Inhofe descreveu as imagens como “pavorosas” e disse não ter dúvidas de que o líder foi morto. As fotografias foram apresentadas pela Central de Inteligência Americana (CIA) a integrantes de quatro comissões do Congresso.

Ao ser perguntado sobre as dúvidas do público em relação à morte de Bin Laden, Inhofe afirmou: “Não há absolutamente nenhuma dúvida sobre isso. Muitas pessoas por aí dizem: ‘Eu quero ver as fotos’. Mas eu já vi. Era ele. Ele se foi. Ele é história.”

Segundo Inhofe, as 15 fotografias foram feitas durante a operação militar americana que matou Bin Laden, no dia 1º. A maioria das imagens é de dentro da casa do líder, em Abbottabad, no Paquistão, onde ele estava escondido. Três das imagens mostram o corpo no navio para onde ele foi levado, antes de ser lançado ao mar.

De acordo com o senador, uma das fotografias mostra o rosto de Bin Laden coberto de sangue e com pedaços do cérebro saindo pelo globo ocular. As três fotos feitas no navio, segundo ele, são menos impressionantes e permitem uma identificação melhor, ao mostrar o rosto do saudita já lavado e sem sangue. O senador afirmou ainda que três das imagens feitas na casa mostram o saudita ainda vivo.

O governo norte-americano anunciou na semana passada que não vai divulgar as fotos de Bin Laden morto por considerá-las fortes demais e para evitar que elas incitem a violência e sejam usadas como peça de propaganda por grupos radicais.

As autoridades dos Estados Unidos afirmaram ainda ter em seu poder um diário do líder da Al Qaeda encontrado na casa onde ele foi morto, em Abbottabad. No diário, há anotações que levam às suspeitas de serem a elaboração de planos para novos ataques que pudessem matar milhares de cidadãos norte-americanos e forçar a retirada das tropas dos Estados Unidos de países do Oriente Médio, segundo autoridades americanas.

Segundo autoridades, Bin Laden indicava ter dúvidas sobre quantos norte-americanos teriam que ser mortos para forçar a retirada militar dos Estados Unidos. O saudita escreveu no diário que ataques de menor envergadura desde os grandes atentados do 11 de setembro de 2001 não estavam tendo o impacto desejado.

De acordo com os agentes do governo norte-americano, o diário manuscrito e arquivos de computador confiscados na casa em Abbottabad mostram que Bin Laden estava ativamente envolvido em todas as principais ameaças recentes relacionadas à Al Qaeda.

*Matéria publicada em Agência Brasil

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