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Senado dos EUA aprova lei de gastos de US$ 1 trilhão

por AFP — publicado 18/12/2011 10h47, última modificação 18/12/2011 10h48
Embora o presidente tenha alcançado a meta de garantir que os impostos não subam em 1º de janeiro, a extensão dos cortes de impostos e do seguro desemprego só durará dois meses e não o ano inteiro, como queria
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Obama promulga novas sanções contra o Irã. Foto: AFP

WASHINGTON (AFP) - O Senado americano aprovou neste sábado 17um conjunto de medidas que estendem o seguro-desemprego e a redução temporária dos impostos por apenas dois meses, adiando para fevereiro, no calor da campanha para as presidenciais de 2012, o confronto entre os partidos Republicano e Democrata.

As medidas, que fazem parte da estratégia de fim de ano mediante a qual a Câmara Alta também aprovou uma lei de gastos no total de US$ 1 trilhão para financiar o Estado até 30 de setembro de 2012, minou ainda mais a liderança do presidente Barack Obama, que se viu forçado a rever o plano sobre um polêmico oleoduto.

O acordo foi aprovado por 89 votos a 10, mas sua curta duração evidenciou o racha entre os legisladores para se chegar a um acordo mais amplo e simplesmente marcou a pauta para novos confrontos sobre os mesmos temas no pesado clima de 2012, ano das eleições presidenciais nos Estados Unidos.

A Câmara de Representantes poderá se ocupar do projeto na segunda-feira, ao final de um período frenético de manobras políticas entre a Casa Branca e seus adversários republicanos.

Embora Obama tenha alcançado a meta de garantir que os impostos não subam em 1º de janeiro, a extensão dos cortes de impostos e do seguro desemprego só durará dois meses e não o ano inteiro, como o presidente havia proposto inicialmente.

No entanto, ele se disse satisfeito com o acordo alcançado, embora tenha defendido sua prorrogação para o restante de 2012.

"Estou muito contente com o trabalho feito pelo Senado", afimou Obama, na Casa Branca.

"Embora este acordo seja por dois meses... Seria indesculpável que o Congresso não prorrogasse a redução de impostos para a classe média pelo resto do ano", acrescentou.

"Deveria ser uma formalidade e tomara que tramite com o menor drama possível quando voltar a ser votado, em janeiro", sentenciou.

Como forma de estimular a fragilizada recuperação econômica, Obama pediu ao Congresso que ampliasse os cortes de impostos durante um ano para dar aos trabalhadores um ganho fiscal de US$ 1.500 no ano que vem.

O acordo de sábado também impulsionou o retorno ao centro da agenda política do polêmico oleoduto Keystone XL, que visa a transportar petróleo bruto do Canadá até a costa do Golfo do México e concedeu um prazo de 60 dias para que Obama revise o projeto.

A Casa Branca se contentou com o resultado do acordo, afirmando que Obama tinha conseguido obrigar os republicanos a ampliar os cortes fiscais, uma medida destinada a estimular a debilitada economia americana.

Já os republicanos afirmam ter obrigado Obama a voltar a se ocupar com o projeto do oleoduto, que acreditam que vá criar 20.000 empregos.

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