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Senado da Itália aprova plano de austeridade

por Redação Carta Capital — publicado 14/07/2011 14h42, última modificação 06/06/2015 18h16
Para evitar contaminação da crise vivida pela Grécia, Irlanda e Portugal, país vai economizar 79 bilhões de euros até 2014

As modificações feitas pelo Senado no pacote de austeridade proposto pelo governo italiano foram ainda mais drásticas do que o previsto. Enviado à Casa com uma proposta de cortar 47 bilhões de euros, o projeto foi aprovado pelo Senado com a previsão de economizar 79 bilhões de euros até 2014. Na noite da última quarta-feira 14, o jornal El País estimava que os cortes poderiam chegar a 65 bilhões de euros.

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Com 161 votos a favor ,135 contra e três abstenções, o projeto deve ser discutido ainda pela Câmara Baixa do Parlamento. O governo que aprovar os cortes até o final desta semana. As medidas de austeridade incluem privatizações, o congelamento de pensões, fim de benefícios fiscais e a criação de uma taxa para consultas médicas (10 euros para a consulta com um especialista e 25 euros nos casos de urgência).

Os dois maiores objetivos do plano são reduzir o déficit público para perto do zero até 2014 e o rombo nas contas públicas para 3% (hoje está em 4,5%).

Os italianos temem que a crise da dívida dos países europeus, que já vitimou a Grécia, Irlanda e Portugal, chegue ao país. Terceira maior economia da zona do euro, a Itália tem a maior taxa de endividamento da região, 120%. Entretanto, o país tem seu déficit em 4,6% do PIB, número inferior ao registrado na Espanha, Irlanda, Portugal e Grécia.

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