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Sarkozy não quer visita de pregador muçulmano do Catar

por AFP — publicado 26/03/2012 15h40, última modificação 06/06/2015 18h58
O presidente francês justificou a decisão dizendo que o pregador, acusado de antissemitismo, não têm discursos compatíveis com o ideal republicano
Sarkozy

Sarkozy afirmou ao emir do Qatar que Yusef al-Qaradaui não é bem-vindo no território da República Francesa. Foto: ©AFP / Eric Feferberg

PARIS (AFP) - O presidente francês Nicolas Sarkozy revelou nesta segunda-feira 26 que o controverso pregador muçulmano Yusef al- Qaradaui "não é bem-vindo" na França, país que pretendia visitar em abril a convite de uma organização religiosa.

"Afirmei ao próprio emir do Qatar que este senhor não é bem-vindo no território da República Francesa", declarou Sarkozy à emissora France Info.

De origem egípcia e nacionalidade do Catar, Al-Qaradaui tem passaporte diplomático e não precisa solicitar visto para entrar na França. Al-Qaradaui participaria no congresso da União de Organizações Islâmicas da França (UOIF).

"Afirmei que não serão bem-vindos no território da República um certo número de pessoas que foram convidadas para este congreso e que têm discursos que não são compatíveis com o ideal republicano", disse Sarkozy, que está em campanha pela reeleição.

Yusef al-Qaradaui, de 86 anos, é considerado um dos mais influentes pregadores do islã sunita graças a seus discursos no canal Al-Jazeera e no portal IslamOnline.

Deixou o Egito nos anos 1960, depois de ter sido detido pelo governo de Gamal Abdel Nasser, que reprimia a Irmandade Muçulmana.

Al-Qaradaui é acusado de antissemitismo e já foi proibido de entrar na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos.

Os crimes do jihadista francês Mohamed Merah na região de Toulouse (sul da França) transformaram a segurança em tema central da campanha eleitoral na França.

Mohamed Merah matou três crianças e um professor de religião em uma escola judaica e três militares entre 11 e 19 de março.

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