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Santos diz que morte do número 2 das Farc é começo do fim da guerrilha

por Agência Brasil publicado 27/09/2010 17h18, última modificação 27/09/2010 17h20
A morte do chefe militar da organização, Victor Julio Suárez Rojas, conhecido como Mono Jojoy e também Jorge Briceño, envolveu um dos maiores aparatos militares da história colombiana

Por Renata Giraldi

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse ontem (26) que a morte do número 2 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) representa o “começo do fim” da guerrilha. A morte do chefe militar da organização, Victor Julio Suárez Rojas, conhecido como Mono Jojoy  e também Jorge Briceño, envolveu um dos maiores aparatos militares da história colombiana.

“Esta operação contra Mono Jojoy foi bem-sucedida. É a virada que estabelece a confiança. O que podemos dizer é que é o começo do fim das Farc", disse Santos. As informações são da Presidência da República da Colômbia. "O que houve deve servir de alerta às Farc. Quando há uma inflexão no processo, a história nos ensina que devemos perseverar, perseverar e perseverar.“

Segundo Santos, as operações de combate às Farc serão intensificadas. “Vamos seguir com esses heróis de nosso país, nossos soldados em terra, mar e ar e os nossos funcionários atrás das Farc onde quer que estejam”, afirmou. “Se estão atrás das montanhas [iremos atrás deles]”.

As afirmações de Santos ocorreram em uma cerimônia militar ontem (26), quando homenageou as Forças Armadas pelo resultado da Operação Sodoma, na qual Mono Jojoy e mais 21 guerrilheiros foram mortos, na última semana. Para capturar o chefe militar das Farc, as autoridades policiais colombianas colocaram GPS nas botas que ele usava.

Depois de passar a última semana em Nova York, onde participou da 65ª Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente colombiano disse ter recebido congratulações de líderes mundiais pela morte de Mono Jojoy. "Vim de Nova York. Eu estava com todos os líderes mundiais na Assembléia Geral da ONU. Todos elogiaram as ações das Forças Armadas”, disse ele.

Um desses líderes foi o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que se colocou à disposição da Colômbia para colaborar no combate às guerrilhas que atuam no país.

Edição: Graça Adjuto

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