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Palestina

Rotas de união, rotas de colisão

por Redação Carta Capital — publicado 11/01/2013 14h36, última modificação 11/01/2013 14h36
O Fatah e o Hamas rumam para uma reconciliação entre si e um choque com Israel
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Khlaed Meshal (à esq.) durante reunião com Nabil al-Arabi, secretário-geral da Liga Árabe, no Cairo, na quinta-feira 10. O grupo radical e o Fatah aceitaram voltar a conversar. Foto: AFP

Em 4 de janeiro, pela primeira vez desde 2007, o Hamas permitiu em Gaza a celebração do aniversário da organização rival Fatah, que reuniu 1 milhão de pessoas. Dois dias depois, em Ramallah, Cisjordânia, o presidente Mahmoud Abbas ordenou a mudança oficial do nome de “Autoridade Nacional Palestina” para “Estado da Palestina” em todos os documentos oficiais, para refletir o novo status reconhecido pela ONU. E na quarta-feira 9, representantes do Hamas e do Fatah, reunidos no Cairo com a mediação do presidente egípcio Mohamed Morsi, comprometeram-se a pôr em prática o acordo de reconciliação de maio de 2011, formar um governo de unidade presidido por Abbas, seguido de eleições presidenciais e legislativas para um Estado baseado nas fronteiras anteriores a 1967.

As perspectivas de reunificação se chocam, porém, com o aumento da resistência de Israel. Netanyahu declarou-se a favor de um Estado Palestino “desmilitarizado”, mas suas bases mais radicais o pressionam a anexar a maior parte da Cisjordânia, inclusive o Vale do Jordão. E as pesquisas para a eleição israelense de 22 de janeiro apontam para um preocupante avanço da extrema-direita, hostil a qualquer acordo.

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