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Romênia defende programa de integração europeu para ciganos

por Revista Forum — publicado 20/08/2010 12h07, última modificação 20/08/2010 12h07
Os primeiros voos de repatriamento de ciganos que viviam na França com destino a Bucareste chegaram esta quinta-feira. O presidente romeno diz que o clima de perseguição prova a necessidade de uma resposta europeia

Os primeiros voos de repatriamento de ciganos que viviam na França com destino a Bucareste chegaram esta quinta-feira. O presidente romeno diz que o clima de perseguição prova a necessidade de uma resposta europeia

O plano do governo francês já levou à destruição de 51 acampamentos ciganos. "A Romênia já tinha solicitado em 2008 a criação de um programa de integração de ciganos a nível europeu", lembrou o presidente Traian Basescu aos jornalistas. "A Comissão Europeia ficou encarregada de, até o Conselho Europeu da primavera de 2009, apresentar esse programa. Infelizmente, depois houve Estados que consideraram que não era necessário", acrescentou, sem dizer de que países se tratavam.

Já o governo francês admite a expulsão de centenas de pessoas oriundas da Romênia e Bulgária nas próximas semanas, mas o ministro francês diz que estes repatriados não estão ligados aos campos de ciganos que a polícia desmantelou nas últimas semanas. O plano do governo francês já levou à destruição de 51 acampamentos e tem sido alvo de críticas unânimes das organizações de direitos humanos e da própria comissária europeia da Justiça e Direitos Fundamentais, Viviane Reding.

O presidente da federação das associações ciganas em Portugal diz que as expulsões em França são "lamentáveis" e demonstram uma "atitude racista" por parte do presidente francês. “É lamentável o que está acontecendo, e é triste porque se trata de uma perseguição a seres humanos. É mais lamentável porque Sarkozy não está verificando caso a caso, está fazendo uma inclusão total dos ciganos em França considerando todos criminosos e indesejáveis, tendo uma atitude racista e isso é bastante triste”, afirmou à Lusa Antônio Pinto Nunes, presidente da Fecalp – Federação Calhim (cigana) Portuguesa.

Antônio Nunes receia que a vaga de intolerância dos governos possa alastrar a outros países. “Pode haver uma onda anti-cigana, porque muita gente já não gosta dos ciganos e aproveitam estas situações e estas notícias degradantes que nada têm de bom, para nos poderem acusar e perseguir”, lamentou.

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