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Crise

Risco de guerra civil cresce na Líbia

por Redação Carta Capital — publicado 28/02/2011 12h58, última modificação 28/02/2011 12h58
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou que o país avalia "todas as possibilidades" para que o ditador Muammar Kaddafi deixe o poder imediatamente

O risco de guerra civil na Líbia cresce enquanto rebeldes juntam-se em vilarejos para um ataque conjunto à capital Trípoli. O ditador Muammar Kaddafi resiste, desde o dia 17, a protestos exigindo que deixe o poder - que ocupa há 42 anos. A repressão foi violenta desde o primeiro dia e o número de civis mortos é calculado entre 2 mil e 5 mil por organizações internacionais.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, discursou na ONU sobre a crise líbia na manhã desta segunda-feira 28. Ela afirmou que os EUA estão "avaliando todas as possiblidades" na questão líbia. "O coronel Kaddafi e aqueles que o cercam devem ser responsabilizados pela violência. É hora de Kaddafi sair", disse Hillary.

A União Europeia já anunciou que apoiará a aplicação de sanções à Líbia no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Catherine Ashton, chefe da missão diplomática europeia, afirmou que são "chocantes" as notícias da repressão ordenada por Kaddafi. Segundo ela, o bloco europeu está disposto a apoiar um embargo à venda de armas ao governo líbio.

Brasileiros
O Brasil conseguiu evacuar seus 148 cidadãos que estavam na região de Bengazi, uma das mais afetadas pela repressão de Kaddafi aos protestos. Os brasileiros eram funcionários da empreiteira Queiroz Galvão e foram retirados em navios. Em um comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que todos já deixaram o território líbio.

O texto divulgado pelo governo também explicita as dificuldades enfrentadas para a evacuação: "A operação de resgate de nacionais brasileiros por via aérea e marítima exigiu numerosas gestões das Embaixadas em Trípoli, Atenas e Roma". O MRE comemora o resultado da operação: "Como resultado de esforço conjunto do Itamaraty com suas embaixadas e empresas nacionais que operam na Líbia, foi possível iniciar, no dia 24 de fevereiro, operação em grande escala de retirada dos nacionais brasileiros daquele país".

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