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Representantes de todo o mundo

por Rota Inca — publicado 28/07/2010 14h38, última modificação 10/08/2010 14h44
Direto do Equador, Vitor Taveira comenta a união de culturas de 14 países presentes na Rota Inca 2009

Direto do Equador, Vitor Taveira comenta a união de culturas de 14 países presentes na Rota Inca 2009

A proposta da Rota Inca é formar jovens que sejam difusores das culturas nativas da América do Sul em seus países. Esse ano participam 36 estudantes de 14 países, alguns foram selecionados por meio de convênios com institutos de ensino superior, como a Universidade de Sevilha, Universidade Tecnológica Equinocial do Equador e outros se postularam diretamente à organização do evento.

 O coordenador Rubén La Torre diz que nos anos anteriores participantes compuseram músicas ou promoveram exposições fotográficas em seus países. Além disso, a organização premia as melhores crônicas e fotos através de um concurso cujos vencedores são publicados em órgãos de imprensa e universidades. Esse ano, o expedicionário peruano André Chero, empolgado ao saber que havia sido selecionado compôs uma música sobre a Rota, a qual apresentou a seus companheiros de viagem e autoridades durante uma das apresentações culturais ao longo do percurso.

A brasileira Giuliana Brandao, que pretende seguir carreira diplomática, acredita que a experiência é marcante em vários aspectos: “Eu acho que tanto no pessoal como no profissional você conhecer culturas diferentes, conviver com pessoas diferentes é muito bom. É uma coisa que eu vou levar pro resto da minha vida, pessoalmente e pra minha carreira também, acho que na diplomacia você tem que saber ver, compreender e saber lidar com pessoas diferentes, culturas diferentes”.

A polonesa Agnieszka Zorychta visita a América do Sul pela primeira vez e ficou encantada com o tratamento recebido, pois considera as pessoas mais felizes e abertas por aqui. “As danças são muito coloridas e alegres e sempre nos convidam para dançar com eles. A comida também é bem diferente do que conhecemos na Europa” afirma a estudante

O colombiano Francisco Arcilla estuda biologia em Bogotá e está aproveitando a viagem para fazer um registro fotográfico da flora da região andina. Durante a viagem ele pode conhecer melhor seu próprio país, já que não havia estado anteriormente em Nariño, departamento por onde passou a Rota. Já peruano Jorge Cuevas estuda direito e participa da Rota Inca pela terceira vez. Para ele seu curso serve apenas como uma base, já que quer trabalhar em algum país do exterior desenvolvendo projetos que possam ajudar o Perú. Por isso vê na expedição uma grande oportunidade de fazer novos contatos ao redor do mundo e de conhecer e saber se relacionar com pessoas de outros países e culturas.

Para o equatoriano Wilson Dueñas, a viagem ajuda a conhecer novos lugares em seu próprio país e pensar em projetos que poderiam ser aplicados nessas regiões, além de aprender com a experiência e informação oferecida em cada lugar para aprimorar seus conhecimentos na área de turismo.

Franco Velasquez, presidente da organização Corporturnariño, que coordenou a Rota Inca na Colômbia, acredita que o evento é importante para sensibilizar os jovens para que possam desenvolver projetos desde seus países, de acordo com suas áreas, para ajudar o país visitado. Dois estudantes equatorianos, Javier Rivadeneira e Paul Acevedo já se comprometeram em levar o projeto de montanhismo que desenvolvem em suas universidades para terras colombianas. O projeto tem um cronograma para escalar os 14 picos mais altos do Equador com uma equipe de universitários que levam jovens atletas com deficiências físicas ou mentais para participar da aventura. Por meio dos contatos feitos durante a passagem da Rota Inca pela Colômbia, eles pretendem expandir o programa para o país vizinho.

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