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Prisão dos EUA

Religiosos nos EUA pedem o fim de Guantánamo

por AFP — publicado 25/07/2013 09h20, última modificação 25/07/2013 09h47
Dezenas de americanos fizeram jejum por 24 horas para pressionar o Congresso antes de audiência sobre a prisão em Cuba
Paul J. Richards / AFP
EUA

Manifestantes vestidos de presidiários acompanham audiência sobre Guantánamo na Comissão de Justiça do Senado, em DC

WASHINGTON (AFP) - Dezenas de americanos representantes das religiões muçulmana, católica, protestante e judaica fizeram um jejum de 24 horas para pedir o fechamento da polêmica prisão da base naval de Guantánamo, pouco antes de uma audiência no Congresso sobre o tema na quarta-feira 24.

Esses representantes, organizados na coalizão Campanha Religiosa Nacional contra a Tortura (NRCAT, na sigla em inglês), que reúne 320 organizações, fizeram um jejum simbólico qualificado de "ato religioso e político", para pedir "ao presidente Barack Obama e ao Congresso que fechem Guantánamo imediatamente".

O jejum, seguido por algumas centenas de pessoas em todo o país, foi concluído durante uma cerimônia de oração na presença de jornalistas em Washington, horas antes do início da audiência da Comissão de Justiça do Senado.

"A tortura e a detenção ilimitada em Guantánamo se transformaram em uma ferida moral aberta", acusou o diretor da NRCAT, Richard Killmer.

Para a representante dos bispos católicos, Virginia Farris, "Guantánamo se tornou o símbolo da prisão ilimitada e sem julgamento. Fechar essa prisão ajudaria a recuperar a reputação dos Estados Unidos no mundo em matéria de defesa dos direitos humanos".

No início de julho, a coalizão enviou uma carta aberta ao presidente Obama, pedindo o fechamento do presídio, situado na ilha de Cuba.

Em maio, Obama chegou a reafirmar sua intenção de fechar Guantánamo, uma promessa de campanha que data de 2008, quando disputou a Casa Branca.

Mais de dez manifestantes vestidos com roupas de cor laranja e com capuz preto, como o uniforme dos presidiários, posicionaram-se perto do Senado hoje para lembrar que a "detenção ilimitada é anticonstitucional".

Dos 166 detentos da base naval, pelo menos 70 continuavam em greve de fome no início desta semana. Desses, 46 estão sendo alimentados à força, por sonda, de acordo com as autoridades. Nenhum corre risco de morrer.

Durante a audiência no Congresso, a influente senadora democrata Dianne Feinstein afirmou que a alimentação à força em Guantánamo "viola as normas internacionais e a ética médica". Segundo ela, a greve de fome "é uma forma de protesto, não uma tentativa de suicídio".

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