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Relatório culpa falhas na segurança por morte de embaixador americano na Líbia

por Redação Carta Capital — publicado 19/12/2012 10h35, última modificação 19/12/2012 10h35
Em 11 de setembro, ataque de islamitas ao consulado dos EUA na cidade líbia deixou quatro pessoas mortas
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Imagem feita após o ataque de 11 de setembro em Benghazi mostra veículo destruído. A intensidade do ataque surpreendeu os norte-americanos. Foto: Arquivo / AFP

Um relatório oficial e independente, divulgado na terça-feira 18, apontou "falhas sistêmicas de liderança e deficiências de administração" como parte da explicação pela morte do embaixador norte-americano Chris Stevens e de outras três pessoas no consulado dos Estados Unidos em Benghazi, na Líbia, em 11 de setembro. Naquele dia, em meio a inúmeras manifestações de protesto contra o filme Inocência dos Muçulmanos, um grupo de islamitas atacou o consulado, provocando a morte de Stevens.

O relatório é fruto do trabalho de três meses de uma comissão independente criada pelo Departamento de Estado após as inúmeras críticas sofridas pela pasta após a morte do embaixador.

O documento conclui que os serviços de inteligência americanos não tinham, antes do ataque, "nenhuma informação imediata e específica" sobre uma ameaça terrorista contra o consulado, e afirma que a ofensiva foi inesperada, assim como sua intensidade. Ainda assim, os investigadores apontam que o governo "enfatizava demais o impacto positivo de melhorias em segurança, mas falhava ao rejeitar os múltiplos pedidos" feitos por Benghazi para reforçar a segurança do consulado. O resultado foi um plano de segurança que era "inadequado para Benghazi e grosseiramente inadequado para lidar com o ataque que ocorreu", segundo a rede de tevê CNN.

O relatório, cuja parte "não confidencial" foi publicada pelo Departamento de Estado, traz 24 recomendações para a pasta. A Secretária de Estado, Hillary Clinton, disse em comunicado que acatava todas as sugestões. Ainda segundo Hillary, os Estados Unidos enviarão centenas de fuzileiros para reforçar a proteção de suas sedes diplomáticas.

Com informações da AFP