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Líbia

Aliados cogitam manter Kadafi

por Redação Carta Capital — publicado 26/07/2011 13h00, última modificação 26/07/2011 20h14
Reino Unido e França querem negociar a renúncia do ditador sob responsabilidade dos próprios líbios
kadafi

Um vídeo amador foi divulgado com imagens de rebeldes tentando violar o ex-ditador. Foto: Alessandro Bianchi/Reuters/Latinstock

O Reino Unido está preparado para aceitar um acordo político na Líbia que permita a permanência do general Muamar Kadafi no país, desde que ele renuncie ao poder. A afirmação partiu do Secretário britânico para Assuntos Internacionais, William Hague, em uma coletiva de imprensa em Londres, na  segunda-feira 25.

Segundo Hague, o foco do país é garantir a queda de Kadafi, sendo a  decisão sobre seu futuro responsabilidade dos líbios. “Não importa o que aconteça, ele tem que deixar o poder. Ele não pode nunca mais  ameaçar a vida de civis”, disse.

“Obviamente, deixar a Líbia seria a melhor maneira de mostrar ao povo líbio que eles não precisam mais temê-lo", completou no evento, que ainda contava com a participação do Ministro de Assuntos Internacionais da França, Alain Juppé.

A ideia da permanência de Kadafi no país, caso ele deixe o poder, já havia sido aventada pelo líder rebelde líbio, Mustafa Abdel Jalil, em entrevista ao jornal americano Wall Street Journal. Uma saída que parece começar a refletir a visão da OTAN, incluindo a França e o Reino Unido, que agora sugerem que o general pode não responder por suas ações contra civis na Líbia diante da Corte Internacional de Crimes de Guerra em Haia, na Holanda.

Juppé disse em Londres que desde o início da incursão na Líbia o objetivo principal era “dar ao povo local liberdade e a democracia”, defendendo que o destino de Kadafi deve ficar nas mãos da população. No entanto, afirmou também ser importante manter o princípio de que “ninguém está imune a ser processado”.

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