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Reino Unido decide nesta quinta-feira se haverá mudança no sistema eleitoral

por Redação Carta Capital — publicado 05/05/2011 15h51, última modificação 05/05/2011 15h51
Cerca de 46 milhões de britânicos vão às urnas, nesta quinta-feira 6, também para escolher os novos líderes em algumas regiões, como Irlanda do Norte e Escócia

O Reino Unido vota, nesta quinta-feira 6, o primeiro referendo nacional em 36 anos. Cerca de 46 milhões de eleitores decidem se haverá uma mudança no sistema eleitoral britânico, enquanto outras regiões também escolhem representes locais, como Escócia, País de Gales, Irlanda do Norte e algumas partes da Inglaterra.

Pela proposta do chamado “voto alternativo” (AV, sigla em inglês), os eleitores criariam uma lista de candidatos, classificando-os em ordem de preferência.  O vencedor seria aquele que alcançasse pelo menos 50% dos votos de primeira opção. Sem esse resultado, os votos do candidato com menor proporção de primeira escolha acabariam redistribuídos de acordo com as segundas opções. O processo segue até que alguém consiga atingir a porcentagem definida. Porém, como os eleitores não precisariam elencar suas preferências, há a possibilidade de nenhum candidato conseguir essa margem. Neste caso, quem tivesse mais votos venceria.

Pelo atual mecanismo, a população vota no candidato preferido em cada distrito do país. Quem conseguir alcançar a maioria vence e representa a região no Parlamento. Segundo pesquisas do instituto ICM e do jornal The Guardian, a manutenção deste sistema deve vencer com 68% dos votos, contra 32% pela mudança.

Campanhas
O primeiro ministro David Cameron, líder dos Conservadores é o opositor mais forte do voto alternativo, enquanto seu vice-premiê, Nick Clegg, dos Liberais-Democratas, é o cabo eleitoral de maior destaque da campanha pela mudança. “Se você acha que o sistema atual é perfeito, vote pelo Não. Mas se quer algo um pouco mais justo, ligeiramente melhor, que faz os políticos trabalharem mais para pelo seu voto, então vote no Sim, vote pela mudança”, declarou ao jornal britânico The Independent. O governo atual do Reino Unido é fruto da coalizão entre os dois partidos.

O líder dos Trabalhistas, Ed Miliband, que tentar recuperar as inúmeras cadeiras perdidas por seu partido com a impopularidade de Gordon Brown, também defende a alteração. “Ainda há tempo para mudar de opinião”, disse, completando que não deve haver uma nova discussão sobre o assunto tão cedo no país.

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