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Síria

Regime rejeita plano da Liga Árabe

por AFP — publicado 23/01/2012 09h49, última modificação 23/01/2012 15h20
Governo de Bashar al-Assad classificou como "grosseira ingerência em seus assuntos internos" proposta para que o presidente entregue poder ao vice

DAMASCO (AFP) - O governo sírio rejeitou nesta segunda-feira 23 o novo plano da Liga Árabe para uma solução da crise no país, classificando-o de "grosseira ingerência em seus assuntos internos", segundo uma autoridade citada pela televisão oficial síria.

"A Síria rejeita as decisões tomadas contra ela e fora do plano de trabalho árabe, e considera que afetam a soberania nacional e (constituem) uma flagrante interferência em seus assuntos internos", disse o funcionário citado pela televisão.

Os chefes da diplomacia da Liga Árabe aprovaram no domingo 22 no Cairo uma nova iniciativa para uma solução na Síria, que prevê que o presidente Bashar al-Assad transfira o poder à vice-presidência e a formação de um governo de unidade nacional "em dois meses", um plano que será apresentado perante as Nações Unidas para sua aprovação.

Segundo o governo sírio, este plano é uma "violação flagrante" da Carta da Liga Árabe.

"O Conselho de Ministros (da Liga Árabe) deveria ter assumido suas responsabilidades, detendo o financiamento e o fornecimento de armas aos terroristas", disse o funcionário, citado pela televisão.

"A decisão do Conselho de Ministros, que vai contra os interesses do povo, não impedirá que a Síria avance em sua política de reformas e que leve a segurança e a estabilidade ao seu povo, que demonstrou durante a crise seu compromisso com a unidade nacional e sua adesão ao presidente Assad", afirmou a fonte.

Sanções
Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) aprovaram nesta segunda-feira sanções contra vários militares na Síria, que se somam a uma lista negra de pessoas e empresas que têm bens congelados e vistos negados na Europa.

Ao menos 22 pessoas e oito empresas foram acrescentadas à lista, disse um diplomata que pediu o anonimato, antes do início de uma cúpula de ministros das Relações Exteriores dos 27 países da União Europeia em Bruxelas.

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