
Presidente Rafael Correa enfrenta levante militar é levado ferido para hospital. Por Antonio Luiz M. C. Costa. Foto: Rodrigo Buendia/AFP
A polícia e as forças armadas se levantaram contra o governo de Rafael Correa no Equador, em protesto contra a aprovação de uma lei que reduz as vantagens econômicas dessas corporações, como medida de corte de gastos públicos. Nos dias anteriores, o presidente cogitava de dissolver o Congresso e convocar eleições antecipadas (medida prevista na Constituição), devido à recusa de parte de seus partidários de apoiar projetos que considera indispensáveis.
Milhares de policiais e militares tomaram quartéis e delegacias de Quito e bloquearam o acesso à cidade, 150 aviadores fecharam o aeroporto e a base aérea.
O presidente foi ao Regimento Quito, o maior da cidade, tentar dialogar, disse que foi o que mais fez pelos soldos policiais e tentou recordar quanto ganhavam antes de seu governo, mas os policiais o chamaram de “mentiroso”. “Senhores, se querem matar o presidente, aqui está. Matem-me se tem vontade, matem-me se têm valor, em vez de estar na multidão, covardemente escondidos”. Em Guayaquil, estradas e aeroporto também foram fechados há saques de bancos e comércios.
Às 12:40, o twitter oficial do MST informou que, segundo “companheira da Via Campesina”, Rafael Correa estaria preso no Palácio, mas a informação não foi confirmada por órgãos de imprensa. Às 13:20, o jornal El Universo, de Guayaquil, informou que o comandante das Forças armadas, Ernesto González, assegurou que acata a autoridade do presidente Rafael Correa.
Segundo o mesmo jornal, o presidente está sendo atendido num hospital depois de agredido por policiais com garrafas e gás lacrimogêneo.
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