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Líbia

Rebeldes em Benghazi prometem vingar a morte de seu líder

por Redação Carta Capital — publicado 30/07/2011 18h00, última modificação 31/07/2011 10h32
Durante enterro de Abdul Fattah Younes, manifestantes dispararam tiros de fuzis AK-47 e metralhadoras e lamentavam a morte de "nosso pai"

A morte do general Abdul Fattah Younes, líder dos rebeldes líbios em Benghazi, o reduto das manifestações contra o ditador Muamar Kadafi, acentuou a tensão em meio à guerra civil na Líbia. Durante o sepultamento do rebelde, combatentes disparavam tiros para o alto e prometiam vingar a morte do comandante militar, de acordo com relato feito na sexta-feira 29 pela agência Reuters.

O assassinato aconteceu na última quinta-feira 28. Neste sábado, o ministro de Finanças e Petróleo dos rebeldes, Ali Tarhouni, afirmou que o general foi morto por guerrilheiros ligados à Brigada Obaida Ibn Jarrah, um grupo islâmico, de acordo com a BBC.

Ele afirmou que o general e seus assessores foram mortos a tiros depois de serem convocados para um interrogatório perante um comitê que investigava sua lealdade à oposição. O ministro disse que o motivo dos assassinatos ainda está sendo investigado.

No enterro realizado Benghazi, segundo o relato da Reuters, rebeldes dispararam tiros de fuzis AK-47 e metralhadoras. Em meio aos gritos pedindo vingança, um general chegou a chamar o líder assassinado de “nosso pai”.

Enquanto isso, em Trípoli, onde estão concentrados os apoiadores de Kadafi, a morte de Younes, que foi ministro da Segurança do governo até fevereiro, era comemorada, já que ele era considerado um “traidor” do regime.

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