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Líbia

Rebeldes dão ultimato à Kaddafi

por Redação Carta Capital — publicado 30/08/2011 11h34, última modificação 30/08/2011 12h17
O governo da Argélia, para onde seguiram a mulher e filhos do ditador, alegou “razões humanitárias” para acolhê-los

Líderes rebeldes que assumiram o poder na Líbia fizeram um ultimato de quatro dias às forças leais a Kaddafi. Eles esperam a rendição até sábado (3).

O ultimato foi dado na coletiva de imprensa do chefe do conselho rebelde Mustafa Abdel-Jalil em Benghazi nesta terça-feira (30). À caminho de Sirte, cidade natal do ditador e ainda sob o controle das forças leais a ele, Abdel Jalil afirmou que “até sábado, se não houver indicações pacíficas vamos decidir esta questão de modo militar. Não queremos fazê-lo, mas não podemos esperar mais”.

O governo da Argélia, para onde seguiram a mulher e três filhos de Kaddafi, deu “razões humanitárias” para acolher os familiares do ditador, que passou pela fronteira entre os países na manhã da terça-feira (29). O ministério, no entanto, não faz referência ao paradeiro do ditador. De acordo com os argelinos, a filha de Kaddafi, que estava grávida de nove meses, deu à luz a uma menina.

Segundo o jornal espanhol El País, a Argélia fechou parte de sua fronteira com a Líbia para impedir qualquer incursão dos rebeldes em seu território. Com esta medida, a Argélia procura melhorar as relações entre os rebeldes e seus vizinhos da argelinos.

Há mais de uma semana a oposição líbia intensificou as buscas por Kaddafi. Na semana passada, ele e a família deixaram o quartel-general e o complexo residencial em Trípoli, onde permaneciam desde que eclodiram as manifestações contra o governo há seis meses.

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