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Ratzinger, sobre a renúncia: “Foi Deus quem me disse”

por Wálter Maierovitch publicado 20/08/2013 16h59
Quanto mais observo o carisma do papa Francisco, mais entendo ter sido uma vontade divina, disse Bento XVI
Osservatore Romano/AFP
Joseph Ratzinger

Joseph Ratzinger durante o seu pontificado

O papa emérito Joseph Ratzinger, que vive nos jardins do Vaticano na confortável edificação chamada Mater Ecclesiae, acaba de dar uma entrevista ao sítio católico Zenit, passados seis meses da sua renúncia ao trono petrino, em 11 de fevereiro de 2013.

Ratzinger contou ter sido Deus quem lhe disse para renunciar. Não por aparição. Mas por haver sido possuído por um desejo  incontido durante suas orações reservadas. Ratzinger acrescentou com uma confirmação: “quanto mais observo o carisma do (papa) Francisco, mais entendo ter sido uma vontade divina”.

No particular, Ratzinger esqueceu entrevistas dadas, anos atrás - a um jornalista alemão da sua confiança -  em que adiantou a sua renúncia. Após a entrevista, parte da imprensa italiana justificou a afirmação com o fato de Ratzinger haver assistido e ficado impressionado com o drama do seu antecessor Wojtyla, que foi até o fim. Fora isso, o caos administrativo, a Cúria ingovernável, os problemas com o banco do Vaticano (IOR) e os escândalos de pedofilia a marcar o seu vacilante pontificado eram indicativos fortes de que o então pontífice iria jogar a toalha. Tanto que a renúncia não surpreendeu os vaticanistas.

Como se percebe, e passados seis meses da renúncia, Ratzinger quer melhorar a imagem e a biografia.

Mas disse algo tocante: fugiu do mundo mas se refugiou em Deus. Podemos acrescentar: Ratzinger tirou férias régias em Castel Gandofo e acabou de dar uma entrevista.

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