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Rápido no gatilho

por Redação Carta Capital — publicado 11/01/2013 16h29, última modificação 16/01/2013 16h31
Ao reagir ao massacre de Newtown, Barack Obama tenta se mostrar mais decidido
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Obama fala durante cerimônia em homenagem às vítimas, no domingo 16. Foto: Mandel Ngan / AFP

Desde Columbine, em 1999, foram ao menos 31 os massacres cometidos com armas de fogo nos EUA, mas o de Newtown, ao vitimar crianças pequenas em sua escola, provocou uma reação popular que pode resultar na restauração de algum grau de controle pela primeira vez desde que Bush Júnior deixou expirar, em 2004, a proibição da venda de armas de assalto a civis.

Barack Obama resolveu mostrar serviço. Com o precedente da reação favorável às suas iniciativas ante a catástrofe do furacão Sandy (que pode ter decidido sua reeleição) e menos a perder, parece estar disposto, no segundo mandato, a reverter a imagem de indeciso e timorato, como também sugerem algumas de suas atitudes e nomeações mais recentes. O vice Joe Biden foi encarregado de criar uma força-tarefa para propor soluções, começou reuniões com grupos envolvidos na questão (incluindo a associação do rifle NRA e fabricantes de videogames) e anunciou que Obama pode recorrer a um decreto.

Claro que haverá resistência. Grupos pró-armas estão organizando um “Dia de Valorização das Armas” no fim de semana da segunda posse do presidente, o site conservador Drudge Report compara Biden a Hitler e a Stalin e o Texas propõe-se a combater a violência nas escolas ensinando professoras a portar e usar armas. Não será fácil, mas tomar posição clara em uma questão polêmica deve ajudar a mobilizar as desanimadas bases eleitorais de Obama.

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