Você está aqui: Página Inicial / Internacional / Protestos diminuem no Egito, mas crescem no Iêmen e na Argélia

Internacional

Crise

Protestos diminuem no Egito, mas crescem no Iêmen e na Argélia

por Redação Carta Capital — publicado 14/02/2011 12h39, última modificação 14/02/2011 12h39
Após a queda do ditador Hosni Mubarak, praça Tahrir começa a esvaziar no Cairo; a onda de manifestações no Oriente Médio e no Norte da África se espalha

A queda do ditador Hosni Mubarak não foi suficiente para esvaziar a praça Tahrir, no Egito. Ainda que em número muito menor, manifestantes voltaram a protestar nesta segunda-feira 14. As pessoas concentradas na praça aguardam mais informações sobre os passos da junta militar que governa o país desde a sexta-feira, quando Mubarak e seu vice, Omar Suleiman, renunciaram aos cargos.

As primeiras medidas dos militares foram dissolver o parlamento, suspender a Constituição e proibir reuniões sindicais. A junta prometeu permanecer no poder por no máximo seis meses, ou sair antes, caso eleições presidenciais bem sucedidas sejam realizadas.

Manifestação no Iêmen:

Mas a onda de protestos no Oriente Médio e no norte da África continua. Depois de Tunísia e Egito, o povo foi às ruas também no Iêmen e na Argélia. Os iemenitas querem o fim do regime de Ali Abdullah Saleh, que comenda o país há mais de três décadas. Ele assumiu depois de um golpe militar. O mandato presidencial é de sete anos, mas a cada votação, Saleh tem sido reeleito. Nos últimos dias, houve uma série de protestos contra o governo.

Vídeo dos protestos na capital da Argélia, Argel:

Na Argélia, o povo protesta pela queda do presidente Abdelaziz Bouteflika, no poder há mais de uma década e acusado de comandar o país de forma autoritária e não democrática. Cultos religiosos não islâmicos são limitados, assim como a ação da imprensa é alvo de proibições. Como no Egito, o governo decretou lei de emergência obtendo amplos poderes, mas promete revogar.

(Com informações de Renata Giraldi, da Agência Brasil)