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Revoltas árabes

Protestos contra o governo chegam à Líbia e manifestantes entram em choque com a polícia

por Opera Mundi — publicado 16/02/2011 16h36, última modificação 17/02/2011 15h43
Centenas de pessoas saíram as ruas para exigir a renúncia do primeiro-ministro. Não houve, no entanto, manifestações diretas contra o ditador Muammar Kadafi, há 42 anos no poder
Protestos contra o governo chegam à Líbia

O ditador Muammar Kadaffi, fora do poder após 42 anos de desmandos. Foto: Mahmud Turkia

Centenas de manifestantes saíram às ruas da segunda maior cidade da Líbia, Benghazi, para exigir a renúncia do primeiro-ministro Baghdadi al-Mahmoudi. Não houve, no entanto, protestos diretos contra o ditador líbio, Muammar Kadafi, há 42 anos no poder. O tumulto começou na noite de terça-feira (15/02), quando os manifestantes reivindicavam a libertação do militante de direitos humanos, Fethi Tarbel, que trabalha com famílias de presos na conhecida penitenciária de Abu Salim.

Apesar da libertação do advogado em seguida, os protestos continuaram e outros cidadãos se somaram à concentração em frente à delegacia de Benghazi, gritando palavras de ordem contra o regime líbio.

Posteriormente, a emissora de TV estatal divulgou imagens de centenas de manifestantes a favor do regime em Benghazi e em cidades como Sirte, Seba e Trípoli. Esses manifestantes carregavam grandes fotos de Kadafi e bandeiras da Líbia e gritavam palavras de ordem a favor do líder.

Tanto a concentração de Benghazi como as manifestações a favor de Kadafi acontecem às vésperas de uma jornada de protestos contra o regime convocada para a quinta-feira por cerca de nove mil internautas líbios nas redes sociais virtuais.

Na segunda-feira, grupos de líbios que vivem no exílio divulgaram comunicado pedindo a saída do ditador e a transição de poder no país. Kadafi chegou ao poder em 1969 em um golpe militar. Desde então, ele governa sem um Parlamento ou uma Constituição.

Texto originalmente publicado no Opera Mundi

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