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Primeiro-ministro sírio deixa o governo

por AFP — publicado 06/08/2012 11h04, última modificação 06/06/2015 18h19
Riad Hijab anunciou que desertou "do regime assassino e terrorista" e se une à "fileira da rebelião para virar um de seus soldados"

AMÃ (AFP) - O primeiro-ministro sírio, Riad Hijab, junto de sua família, dois ministros e três oficiais do exército desertaram e se refugiaram na Jordânia na noite deste domingo 5, disse à AFP a oposição ao regime de Damasco.

"Hijab, membros de sua família, dois ministros e três oficiais do Exército cruzaram a fronteira na noite passada graças à coordenação entre a oposição síria e o (rebelde) Exército Sírio Livre (ESL)", afirmou à AFP Jalid Zein al-Abedin, membro do opositor Conselho Nacional Sírio.

"O Exército Sírio Livre os ajudou a cruzar a fronteira. Agora estão em um local seguro, dentro do reino. Vários outros oficiais das forças armadas também desertaram e chegaram à Jordânia na noite passada", acrescentou.

Outro membro da oposição síria confirmou a deserção.

"A oposição e o Exército Sírio Livre estão coordenando agora a ajuda aos outros oficiais das forças armadas e a funcionários de alto escalão para que desertem nos próximos dias", disse à AFP pedindo para não ser identificado.

Pouco antes, o porta-voz do primeiro-ministro havia declarado à rede de televisão Al-Jazeera a deserção de Hijab, depois que a TV estatal síria anunciou que o primeiro-ministro havia sido destituído de seu cargo.

O primeiro-ministro Hijab tomou sua decisão pelos "crimes de guerra e pelo genocídio" cometidos pelo regime de Bashar al-Assad, afirmou o porta-voz, Mohamed Otri, em declarações feitas da Jordânia, antes de afirmar que Hijab está em um "local seguro" com a família.

No comunicado que Otri leu em nome de Hijab, o primeiro-ministro sírio declarou: "Anuncio minha deserção do regime assassino e terrorista e me uno à fileira da rebelião para virar um de seus soldados".

Armas aos rebeldes

Nesta segunda-feira 6, uma porta-voz do Conselho Nacional Sírio (CNS) afirmou em Londres que o Qatar, Arábia Saudita e Líbia fornecem armas aos rebeldes sírios. Ao mesmo tempo, a porta-voz destacou que "esperar uma solução militar é algo catastrófico".

Em uma entrevista à rádio Europe 1, Bassma Kodmani, responsável pelas relações exteriores do CNS, disse que os "rebeldes no campo de batalha buscam desesperadamente armas onde quer que possam encontrá-las".

Kodmani citou "alguns países" que proporcionam "certo tipo de armas": armas "leves e convencionais.

Ao ser questionado sobre os países que fornecem armas atualmente, Kodmani citou "Qatar, Arábia Saudita e talvez um pouco a Líbia, com o que restou de sua própria batalha".

"Mas sabemos também que, com certa quantidade de dinheiro, eles (os rebeldes) vão buscar no mercado negro, por todos os meios, comprar o que puderem comprar".

"Atualmente, esperar uma solução militar, é catastrófico", concluiu.

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