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Primeiro-ministro italiano diz que suspenderia o futebol por dois ou três anos

por AFP — publicado 30/05/2012 15h29, última modificação 06/06/2015 17h29
Há suspeitas sobre vários jogadores que teriam sido corrompidos por apostadores ilegais

ROMA, 29 Mai 2012 (AFP) - O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, afirmou nesta terça-feira que suspenderia o futebol por dois ou três anos, depois que um novo escândalo de partidas com resultados manipulados, o 'Calcioscommesse', sacudiu o país na segunda-feira com 19 detidos.

"Uma suspensão total do esporte durante dois ou três anos não beneficiaria a maturidade de nossos cidadãos?", questionou Monti após uma reunião com Donald Tusk, o primeiro-ministro polonês.

"Não estou fazendo uma proposta governamental, mas, sendo um grande fã do futebol há muito tempo, é o que sinto em meu coração", completou.

O 'Calcioscommesse' (apostas no futebol) é um escândalo que provoca suspeitas sobre vários jogadores, que teriam sido corrompidos por apostadores ilegais. Dezenove envolvidos foram detidos, entre eles o capitão da Lazio, Stefano Mauri.

Todos estão sendo investigados por "associação criminosa com intenção de engano e fraude esportiva".

A polícia também interrogou o lateral Domenico Criscito, que estava concentrado com a seleção da Itália na preparação para a Eurocopa e que foi cortado do torneio.

"É muito triste quando um mundo como o do esporte, que deve expressar grandes valores, se vê perturbado por condutas censuráveis como a traição, o engano e a ilegalidade", concluiu Monti.

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