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O primeiro-ministro do Japão renuncia a salário até que crise nuclear seja controlada

por Opera Mundi — publicado 10/05/2011 10h16, última modificação 10/05/2011 10h28
Naoto Kan assumiu falhas no período após o desastre e afirmou que deve revisar a política energética do país. "Com relação à energia eólica e solar nosso país está atrasado"

O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, anunciou nesta terça-feira, 10, que renuncia a seu salário até que esteja sob controle a crise na usina nuclear de Fukushima, previsivelmente não antes do fim de ano, e considerou necessário revisar a política energética do país.

"Com relação à energia eólica e solar nosso país está atrasado, portanto vamos abrir caminho neste sentido como estão fazendo outros países ocidentais", disse.

"No que se referente à energia nuclear, vamos estudar maneiras de conseguir um sistema ainda mais seguro", comprometeu-se o premiê, em referência à crise ainda aberta na planta de Fukushima em consequência do desastre.

Kan falou em reforçar o sistema que favoreça a economia energética, além de anunciar a devolução de seu salário como primeiro-ministro até que esteja solucionada a crise nuclear.

Na segunda-feira, a elétrica Chubu Electric Power aceitou paralisar a usina nuclear de Hamaoka por segurança, o que pode complicar o abastecimento energético em todo o Japão.

Kan reiterou que a responsabilidade do acidente recai sobre a operadora da planta de Fukushima, Tokyo Power Electric (TEPCO), e disse que avalia a criação de uma comissão de investigação independente para analisar as causas do acidente.

"Levarei os dados deste acidente à comunidade internacional com o objetivo de contribuir para conseguir uma oferta de energia nuclear mais segura de agora em adiante", explicou Kan.

Ele admitiu na semana passada que a resposta de seu governo ao terremoto de 11 de março foi "inadequada em vários aspectos" e pediu a seus ministros que compartilhem mais informações para superar a crise

*Matéria publicada originalmente em OperaMundi

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