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Primeiro-ministro da Autoridade Palestina dissolve gabinete

por Redação Carta Capital — publicado 14/02/2011 16h37, última modificação 14/02/2011 16h59
Objetivo é dar nova aparência ao governo após as revoltas árabes e o desprestígio de Ramala com a divulgação dos "Papéis Palestinos". Da Redação

A reforma de governo da Autoridade Palestina, debatida já há alguns meses, parece ter adquirido caráter de urgência após as revoltas populares no mundo árabe. Nesta segunda-feira 14, o premiê Salam Fayyad apresentou a demissão de seu gabinete ao presidente Mahmud Abbas.

Fayyad tem um prazo de seis semanas para formar o novo gabinete. Fontes palestinas ouvidas pelo jornal espanhol El País afirmam que o premiê deve optar por alguns ministros de partidos que não pertençam ao Fatah, incluindo personalidades independentes, numa tentativa de formar um governo de unidade nacional. Para tanto, a Autoridade Palestina não contará com o suporte do Hamás, movimento que venceu as eleições legislativas de 2006 e controla desde então a Faixa de Gaza. O presidente Mahmud Abbas anunciou há poucos dias a convocatória de eleições presidenciais para setembro, mas o Hamás já comunicou que não reconhecerá e não permitirá a realização do pleito na Faixa de Gaza.

O objetivo da reforma de gabinete é dar nova aparência à Autoridade Palestina, desprestigiada desde o vazamento dos “Papéis Palestinos”, documentos que mostram a disposição do governo palestino sediado na Cisjordânia em fazer grandes concessões aos israelenses, como os assentamentos construídos em Jerusalém Oriental. Em troca, Israel cederia terras em outras regiões.

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