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Internacional

Oriente Médio

Presidente eleito iraniano chama Israel de 'ferida' no mundo islâmico

por AFP — publicado 02/08/2013 10h37
Hassan Rohani disse que Israel continua com sua "natureza agressiva" nas negociações de paz com a Palestina
Behrouz Mehri / AFP
Hassan Rohani

Hassan Rohani disse que Israel continua com sua "natureza agressiva" nas negociações de paz com a Palestina

TEERÃ (AFP) - O presidente eleito do Irã, Hassan Rohani afirmou na quinta-feira 1 que Israel é uma "ferida" no mundo islâmico que precisa ser curada. Ele assume o cargo neste fim de semana. "O regime sionista é uma ferida infligida há anos no corpo do mundo islâmico que precisa ser curada", disse Rohani à imprensa durante o dia anual Al-Quds de defesa da causa palestina.

Israel reagiu imediatamente e o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, afirmou que os comentários de Rohani mostram sua "verdadeira cara". "A verdadeira cara de Rohani foi revelada antes do previsto. Ainda que os iranianos neguem depois destes comentários, isto é o que ele pensa e reflete os planos do regime", disse em comunicado.

Rohani, um clérigo considerado moderado no mundo político iraniano, também disse ser pessimista sobre a tentativa dos Estados Unidos de retomar as negociações entre Israel e os palestinos. "Israel continua com sua natureza agressiva e as negociações são uma boa oportunidade para projetar uma aparência pacífica."

Por sua vez, o presidente em fim de mandato do Irã, Mahmud Ahmadinejad, advertiu nesta sexta-feira 2 que há uma "tempestade" na região para eliminar Israel. "Informo a vocês tendo Deus como testemunha que uma tempestade devastadora está a caminho para eliminar as bases do sionismo", disse em um discurso.

Israel "não tem lugar nesta região", acrescentou diante de uma multidão em Teerã para a celebração.

As imagens da televisão estatal mostraram centenas de milhares de pessoas desfilando em cidades de todo o país cantando "Morte a Israel" e "Morte aos Estados Unidos".

O Irã organiza em todo o país manifestações contra Israel por ocasião do dia anual Al-Quds, celebrado todos os anos desde a revolução islâmica de 1979 na última sexta-feira do Ramadã, o mês de jejum muçulmano, para apoiar a causa palestina.

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