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Presidente do Uruguai pede abertura de arquivos do período militar

por Agência Brasil publicado 28/06/2011 10h15, última modificação 28/06/2011 11h02
O objetivo é atender às expectativa dos parentes de desaparecidos no período da ditadura. Organizações não governamentais estimam que pelo menos 200 opositores desapareceram

Por Renata Giraldi

O presidente do Uruguai, José Pepe Mujica, pediu ao Ministério da Defesa e à Suprema Corte que abram os arquivos que reúnem informações sobre registros médicos e processos judiciais das organizações que atuavam durante a ditadura denominada civil e militar (1973-1985). O objetivo, segundo o governo Mujica, é permitir o acesso aos dados pelo Comitê de Pesquisa e Monitoramento da Presidência da República.

As informações são da Presidência do Uruguai. O secretário regional da Presidência, Alberto Breccia, disse que o comitê analisa uma série de publicações, mas ainda faltam informações sobre muitos dos desaparecidos. Breccia acrescentou que o governo aguarda apenas as autorizações solicitadas ao Ministério da Defesa e à Suprema Corte para iniciar uma nova etapa dos trabalhos.

Segundo o secretário, os especialistas que compõem a equipe de pesquisadores da Comissão de Acompanhamento têm convênio com a Universidade da República do Uruguai. De acordo com Breccia, uma vez aprovado o pedido, os historiadores terão acesso a registros médicos e processos judiciais para complementar seu trabalho.

Uma das propostas do governo é elaborar um banco de dados genéticos. Para o secretário, o objetivo é atender às expectativa dos parentes de desaparecidos no período da ditadura. Organizações não governamentais estimam que durante a ditadura uruguaia pelo menos 200 opositores desapareceram.

Em dezembro de 2010, o governo do Uruguai e a Universidade da República (Udelar) fizeram um acordo para a retomada de escavações a partir deste ano em busca de restos mortais de desaparecidos políticos.

O presidente Mujica foi militante do Movimento da Libertação Nacional, que combatia o regime militar. Em 1972, ele foi preso e só ganhou a liberdade em 1985 com a redemocratização do país.

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