Você está aqui: Página Inicial / Internacional / Presidente anuncia eleições antecipadas

Internacional

Iêmen

Presidente anuncia eleições antecipadas

por Redação Carta Capital — publicado 23/09/2011 17h16, última modificação 26/09/2011 14h30
Dois dias após retorno surpresa ao país, Ali Abdullah Saleh diz estar disposto a deixar o poder, enquanto protestos deixam 40 mortos no fim de semana

Dois dias após retornar ao Iêmen, o presidente Ali Abdullah Saleh declarou neste domingo 25, no primeiro pronunciamento oficial desde a sua volta, que está disposto a entregar o poder e anunciou a realização de eleições antecipadas. As informações são da BBC Brasil e do diário britânico The Guardian.

O mandatário chegou de surpresa ao país na sexta-feira 23 vindo da Arábia Saudita, onde se recuperava de um atentado sofrido em junho.

Com a sua chegada, os conflitos que se estendiam pela semana ganharam força. Na capital Saná, violentos confrontos ocorreram no sábado 24, deixando ao menos 40 mortos e centenas de feridos, de acordo com agências de notícias internacionais. Com isso, chega a 100 o número de fatalidades nos últimos cinco dias.

Na madrugada de sábado, morteiros de apoiadores de Saleh mataram cerca de  17 pessoas em uma praça na capital onde os manifestantes antigoverno se reúnem. Segundo o diário espanhol El País, testemunhas relataram o posicionamento de franco atiradores, que teriam disparado contra o grupo em uma tentativa de retomar a parte inferior do local.

A operação contra os manifestantes foi comandada pela Guarda Republicana, liderada por Ahmed Ali, filho de Saleh, e pelas forças de Segurança Central. O ministro do Interior do país, Muttahar al Masri, negou a ofensiva e atribuiu os disparos a extremistas.

Desde janeiro, protestos movimentam o país na esteira das revoltas populares em países árabes, como Egito e Líbia. O governo e a família de Saleh são acusados pelos manifestantes de corrupção e incapacidade para eliminar a pobreza e a impunidade. No país, uma a cada duas pessoas possui uma arma.

Saleh está no comando do Iêmen desde 1978, mas desde o início das agitações populares EUA, União Europeia e o Conselho de Cooperação do Golfo pedem a sua saída pacífica. Ele tentou propor diversas reformas para conter os protestos, mas não concretizou nenhuma delas.

registrado em: