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Premier turco critica Israel e defende a Palestina

por Redação Carta Capital — publicado 13/09/2011 15h56, última modificação 13/09/2011 18h20
No Egito, Recep Tayyip Erdogan evidencia o isolamento israelense no Oriente Médio e pede o reconhecimento de um Estado palestino

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou à Liga Árabe no Egito que o reconhecimento de um Estado palestino é uma obrigação e não uma opção. De acordo com o site da BBC News, ele também declarou que antes do final do ano “veremos a Palestina em uma situação bem diferente”.

Em um tour por países árabes que depuseram recentemente seus líderes (Egito e Tunísia) para melhorar a posição da Turquia na região, o premier turco pediu apoio ao reconhecimento do Estado palestino na Assémbleia Geral da Onu no final de setembro - EUA e Israel são contrários à ideia. “Vamos levantar a bandeira palestina e permitir que ela seja o símbolo da paz e Justiça no Oriente Médio”, disse Erdogan.

Erdogan aproveitou a passagem pelo Egito para subir o tom contra Israel. Afirmou que a mentalidade do governo israelense é uma barreira para a paz no Oriente Médio, e assim expôs ainda mais as turbulências entre os países.

A relação entre Jerusalém e Ancara vem se deteriorando desde maio de 2010, quando um navio da Turquia que levava ajuda à Gaza foi interceptado por uma ação militar israelense, culminando na morte de nove turcos. Israel se recusa a pedir desculpas e alega ter agido em legítima defesa.

A região sofre um bloqueio naval israelense desde 2007, quando o Hamas assumiu o controle de Gaza.

Os dois países se envolveram em outro incidente diplomático na última semana, quando a Turquia impediu o retorno do embaixadaor israelense, Gabby Levy, a Ancara. Com isso, Israel ordenou que o embaixador turco deixasse o país.

Poder

Erdogan ganhou popularidade entre os árabes com as acusações a Israel, país cada vez mais isolado na região.

Os israelenses estão em crise também com o Egito, principalmente após a queda do ditador egípcio e aliado Hosni Mubarak. As turbulências entre os dois lados  aumentaram depois de um ataque de Israel que matou agentes de segurança egípcios na fronteira do Sinai.

Além disso, o Egito começou a construir um muro de cerca de 2,5 metros de altura para isolar a embaixada de Israel no Cairo, com o objetivo de evitar tensões entre residentes do prédio e manifestantes no local.

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