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Por trás dos panos

por Redação Carta Capital — publicado 09/12/2011 11h23, última modificação 09/12/2011 11h23
Operações secretas no Paquistão e Irã tomam proporções de guerra. EUA se negam a pedir desculpas por incidente
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Islamitas queimam no dia 27 de novembro em Lahore bandeira dos EUA. Foto: Arif Ali/AFP

O  ataque das forças da Otan a uma guarnição de fronteira no Paquistão continua a deteriorar as relações entre Islamabad e Washington. O governo de Barack Obama recusou-se a pedir desculpas pelo incidente, seguido por manifestações populares contra Washington pela expulsão dos EUA de uma base de aviões teleguiados, pelo bloqueio do território paquistanês a comboios de suprimentos da Otan para o Afeganistão e corte da cooperação militar.

Pouco depois, atentados repudiados pelo Taleban e assumidos por um grupo sunita radical do Paquistão mataram 59 xiitas no Afeganistão, ameaçando agravar o quadro já caótico de Cabul com uma guerra sectária. Na quinta-feira 8, o presidente paquistanês, Ali Zardari, sob pressão desde a recente divulgação de um memorando no qual pedia ajuda a Obama contra um possível golpe militar, foi internado em um hospital deDubaipor um problema cardíaco, em meio a rumores de golpe e 24 caminhões-tanque de combustível da Otan foram destruídos por um ataque de foguetes.

Ao mesmo tempo, crescem as tensões no vizinho Irã, submetido a sanções mais duras e aparentes sabotagens em seus programas nucleares e de mísseis. Mas Teerã anunciou que capturou um RQ-170 Sentinel da CIA – o mais avançado avião teleguiado espião dos EUA, cuja existência foi revelada há dois anos – e o está estudando para copiar sua tecnologia. EnquantoWashingtondiz não ter ideia decomoo perdeu, os iranianos afirmam que o avião caiu numa “armadilha cibernética” de seus hackers.

 

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