Você está aqui: Página Inicial / Internacional / Polícia realiza ofensiva contra gangues

Internacional

Londres

Polícia realiza ofensiva contra gangues

por AFP — publicado 08/02/2012 11h53, última modificação 08/02/2012 11h53
Autoridades, que responsabilizaram gangues pelos distúrbios do ano passado, já prenderam 121 pessoas
afp

Autoridades, que responsabilizaram gangues pelos distúrbios do ano passado, já prenderam 121 pessoas . Foto: Carl de Souza/AFP

A polícia londrina prendeu nesta quarta-feira 121 pessoas em uma ofensiva contra as gangues, que as autoridades responsabilizaram pelos distúrbios do ano passado, que faz parte da "guerra total" contra o crime defendida pelo novo chefe da Scotland Yard.

Centenas de policiais executaram uma série de operações coordenadas na capital inglesa contra vários suspeitos de agressão, roubo tráfico de drogas.

As 121 detenções representam o início da nova política adotada pela polícia de Londres contra as gangues e integra a "guerra total contra os criminosos", que deve ser aplicada na cidade de acordo com o novo chefe da corporação, Bernard Hogan-Howe.

As operações foram supervisionadas por uma nova unidade, a "Trident Gang Crime Command", especialmente dedicada à luta contra as quadrilhas.

 

 

Dezenove distritos de Londres terão unidades especializadas de maneira local, com um total de mil agentes mobilizados.

"É um grande passo adiante na forma como lutamos contra a criminalidade das gangues em Londres", afirmou o comissário Hogan-Howe.

"Não temos a intenção de abordar os grupos de jovens nas ruas, nem de criminalizar toda uma geração", completou.

Segundo a polícia, Londres teria 250 gangues ativas, o que representa 4.800 indivíduos, responsáveis por 22% dos atos graves de violência, 17% dos roubos, 50% dos incidentes com arma de fogo e 14% dos estupros na cidade.

Ano passado, o governo responsabilizou em grande parte as gangues pelos violentos distúrbios e saques registrados na capital e em outras cidades do país.

Bernard Hogan-Howe assumiu em setembro o comando da Scotland Yard, que foi muito criticada pela gestão dos distúrbios.

*Leia mais em AFP

registrado em: