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Polícia inglesa reafirma que morte de Sean Hoare não é suspeita

por Redação Carta Capital — publicado 19/07/2011 17h52, última modificação 19/07/2011 18h32
Após autópsia, autoridades dizem que não há evidências de participação de terceiros na morte do jornalista que denunciou escutas ilegais

De acordo com a polícia do condado de Hertfordshire, no Reino Unido, a morte do jornalista Sean Hoare, um dos pivôs do escândalo de escutas ilegais no jornal News of the World, não é suspeita. "Não há evidências de envolvimento de terceiros, e sua morte não é suspeita”, informou a polícia em nota. A declaração, feita após a autópsia do corpo, reafirma o divulgado pela corporação na segunda-feira 18, dia da morte do jornalista.

A nota também revela que estão sendo realizados exames toxicológicos adicionais e que já existe uma investigação sobre os problemas de saúde identificados na autópsia. Espera-se com isso determinar as causas do óbito.

Demitido por problemas com bebidas alcoólicas e drogas, Hoare trabalhou nos diários Sun e News of The World, sempre subordinado ao então editor Andy Coulson. Ele foi encontrado morto, aos 47 anos, em sua casa a 30 quilômetros de Londres.

Coulson foi detido na última sexta-feira 8 por supostamente ter incentivado os jornalistas do News of the World a realizar grampos telefônicos e ter ainda autorizado o pagamento de valores a policiais em troca de informações. Ele foi liberado sob fiança.

Sean Hoare foi autor das primeiras denúncias de escutas ilegais contra Coulson, reveladas ao jornal norte-americano The New York Times. Na reportagem, o jornalista afirmou que o editor do News of the World não só sabia como encorajava os grampos nos telefones. Ele reafirmou as denúncias ao programa Panorama, da BBC.