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Crise na Europa

PIB alemão fica abaixo do esperado

por Redação Carta Capital — publicado 16/08/2011 00h01, última modificação 16/08/2011 17h21
A economia mais saudável na zona do euro revê projeção de crescimento devido ao fraco resultados no comércio externo
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A chanceler alemã Angela Merkel. Foto: AFP

Após registrar intenso crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no início do ano, a Alemanha, maior economia da zona do euro, registrou avanço de apenas 0,1% neste  segundo trimestre, de acordo o Departamento Federal de Estatísticas da Alemanha (Destatis). As expectativas eram de que o país crescesse pelo menos 0,5% no trimestre. O Destatis também reviu o PIB anunciado do primeiro trimestre de 1,5% para 1,3%. Até agora PIB alemão deve crescer 2,8%.

A baixa no crescimento se deve ao comércio externo fraco. As importações ultrapassaram as exportações nos últimos três meses. Além disso, a despesa de consumo final das famílias e formação de capital na construção civil teve um efeito na desaceleração na economia alemã no segundo trimestre de 2011.

Na semana passada, a França havia anunciado que o seu crescimento foi zero no segundo trimestre.

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês Nicolas Sarkozy, devem se reunir nesta terça-feira 16 para discutir reformas da zona do euro. A Alemanha afirma que os eurobons, títulos de dívida conjunta da europa, não entrará na pauta do encontro entre os dois. Eles não devem agir além do resgate à Grécia e a flexibilização do Fundo Europeu de Estabilização Financeira, como ficou acordado em 21 de julho entre o Banco Central Europeu, a França, a Alemanha e o G7.

Na quinta-feira 11, o anúncio da reunião entre Merkel e Sarkozy motivou as principais bolsas europeias a fecharem em alta de cerca de 3%. No Brasil não foi diferente e o principal índice da Bovespa recuperou a baixa provocada principalmente pelo rebaixamento da dívida americana anunciada pelo Standart & Poor's no dia 5. O Ibovespa atingiu os 53 mil pontos fechando em 3,79%.

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