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Petróleo: ONGs da Guiana preocupadas com perfuração off-shore

por AFP — publicado 26/11/2011 10h43, última modificação 26/11/2011 10h43
As ONGs de defesa do meio ambiente da Guiana expressaram sua preocupação com a perfuração off-shore frente à costa desse departamento francês na América do Sul
chevron vazamento afp

Em novembro, vazamento na Bacia de Campos jogou 2,4 mil barris de petróleo no mar. Foto: AFP

PARIS (AFP) - As ONGs de defesa do meio ambiente da Guiana expressaram sua preocupação nesta sexta-feira com a perfuração off-shore frente à costa desse departamento francês na América do Sul, semelhante à que provocou o vazamento de petróleo no Rio de Janeiro.

O vazamento no Brasil foi detectado em 9 de novembro em um poço explorado pela gigante petroleira americana Chevron a 1.200 metros de profundidade, perto do Campo de Frade, 370 km ao nordeste da costa do Rio de Janeiro. Em apenas 10 dias, vazaram ao Atlântico cerca de 2.400 barris, segundo a Chevron, apesar de a ONG SkyTruth estimar que a cifra alcança os 15.000 barris.

A federação Guyane Nature Environment, que reúne diferentes ONGs de proteção ao meio ambiente, apontou em um comunicado "as semelhanças entre este acidente no Brasil e as condições nas quais foi realizada a recente perfuração petroleira frente a Cayena", capital da Guiana.

"Os trabalhos realizados nos dois casos são de fato comparáveis: perfurações de exploração de petróleo em águas profundas, com um risco de pressão que pode gerar um derramamento de petróleo", afirmou o texto.

As ONGs não "deixaram nos últimos meses de buscar meios para fortalecer a luta contra a contaminação grave, tanto no nível da indústria como do Estado", dizendo que "os planos para fazer frente à contaminação parecem frágeis nos dois casos".

"As atividades não convencionais de pesquisa e de exploração petroleira ultraprofunda em alto mar representam um risco para o meio ambiente, a pesca e as atividades costeiras", completou a ONG.

A plataforma de prospecção em frente à costa da Guiana, operada pela Tullow Oil em nome do consórcio Total-Shell-NorthPet, encontrou petróleo no início de setembro a 165 km da costa, deixando entrever um depósito grande, mas localizado a mais de 6.000 metros de profundidade.

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